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segunda-feira, 18 de junho de 2012

"branco, branco, branco, branco, branco, branco, branco, branco, negro, branco, branco, branco, branco...".

Filhota de seis anos fazendo aquela pesquisa clássica "branco, negro e índio", que a pedagogia tradicional ainda insiste em usar para "educar" crianças sobre as questões de etnia no Brasil.

Ela pega uma edição qualquer de Época e folheia: "branco, branco, branco, branco, branco, branco, branco, branco, negro, branco, branco, branco, branco...".

Não posso deixar que ela cresça achando que a solução para a conquista de espaço social e cívico venha através do sistema de cotas.

Posicionem-se, senhores. Criem. Inovem. Saiam das sombras por mérito e não por esmolas.

Ou seus filhos e os filhos de seus filhos farão a mesma pesquisa em 2112, e a garotinha do futuro vai dizer ao receber informações da nuvem globoal em seu dispositivo de exibição de conteúdo: "branco, branco, branco, branco, branco, branco, branco, branco, negro, branco, branco, branco, branco...".

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Zumbi? Escrava Anastácia? Não, obrigado. Que tal Aprille Ericsson?

Zumbi? Escrava Anastácia? Não, obrigado. Prefiro que a imagem a ser lembrada aqui em casa, para minhas meninas, seja a de Aprille Ericsson. Conhecem?
De Teodoro Sampaio, de André Rebouças, de Milton Santos, de Joaquim Barbosa.
Aprille eu destaco por ser quem criou as bases técnicas e científicas para que possamos um dia chegar em Marte (e em outros planetas em nosso sistema solar) de forma produtiva e útil para a humanidade aqui na Terra. Uma imagem que quero ver transformada em ícone, em referência para uma juventude negra que só vê chance de um futuro promissor na música ou na bola. Chega! Ícones possuem mais força do que milhares de anos em palavras e conceitos cristalizados (basta lembrar como em apenas 91 anos o partido nazista tornou maligno um dos mais belos, multiculturais e significativos símbolos já criados pela humanidade, a suástica, que originalmente significava "boa sorte" e "eternidade", para diversas culturas milenares em todos os continentes). Ícones inspiram sem barreiras linguísticas, estéticas e sócio-econômicas. Ícones levam ideais ao fim do mundo. Não vejo como melhorar autoestima e projetar uma visão de futuro em crianças que acordam e dormem vendo os pais e avós venerando imagens de negros amordaçados e arrastando correntes. Novamente, chega! Respeitar o passado, mas olhando para frente. Não acham que é hora de deixar a molecada preta saber que podem criar um destino diferente para eles? Sem esmola. Sem cotas. Sem medo. Sem ter que dar satisfação. Que no próximo dia da Conciência Negra nossos meios de comunicação sejam infestados por imagens de engenheiros, médicos, juristas, enfermeiros, biólogos, professores, educadores, cientistas, poetas, dramaturgos, fotógrafos, jornalistas, historiadores, inventores, físicos, químicos negros. Eu quero. Eu vou ajudar a fazer.