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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

De volta ao que interessa: primeiro ano do ensino fundamental

Escola nova sempre causa estranheza, tanto para nossas crianças quanto para os pais. Fizemos uma escolha para a mais nova que aparentemente pode não ter sido a mais correta. Assim, a observação fica mais intensa. Fica o receio de super valorizarmos as reações da pequena, seja com os novos colegas, seja com as "exigências" do primeiro ano do ensino fundamental. Uma coisa que incomodou foi a repentina mudança de professora. Tivemos uma reunião com todas as mães e pais e aquela que seria a educadora a lidar com nossos pequenos ao longo de 2012. Qual não foi a surpresa de encontrarmos uma outra profissional no primeiro dia de aula. Escrevi para a escola, pressionando por uma posição e ainda aguardo a resposta. E acredito que a participação dos pais seja fundamental, presentes na escola (na medida do possível, obviamente) e nos rumos propostos. O aprendizado recente pelo qual passei demonstra que não podemos deixar nas mãos da escola a condução desse proceso. Depois de uma frustrada experiência piagetiana, veremos como serão esses meses em um esquema mais tradicional. Afinal, o primeiro ano do ensino fundamental é vital para estabelecer uma relação simbiótica entre a criança e a formação do hábito de estudar, não por obrigação, mas pelo prazer de estabelecer contato com novos conhecimentos. Vamos em frente.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Escolas públicas cariocas: chapa quente!

41 graus em sala do Colégio Pedro II, em São Cristovão, 21/2/2011 foto: Paulo Alvadia, Ag O Dia.




Quando voltamos para Rio, em 2009, minha filha mais velha estudou em uma excelente escola pública, cuidada com muito carinho pela direção do estabelecimento. Apesar da incrível professora Márcia, um exemplo de dedicação, existiam duas condições que tornavam a tarefa de facilitadora do aprendizado quase impossível: o calor insuportável e o descaso dos pais com a continuidade da educação no ambiente doméstico.

Para o calor, não existe fórmula mágica. Com o que se gasta para comprar e abastecer os carros dos parlamentares estaduais seriam possível instalar unidades de condicionamento de ar em todas as escolas da rede pública, municipais e estaduais. Se incluirmos as verbas de publicidade, seria possível refrigerar até as bibliotecas. Mas nem os colégios federais instalados no Rio de Janeiro, como o Pedro II possuem o equipamento para o corpo discente, instalando-os apenas nas salas da diretoria. Me mostre um lugar no planeta Terra no qual alunos consigam estudar sem perder a atenção sob um calor de 41 graus e ainda assim conseguirem excelência acadêmica e eu paro de reclamar.

O segundo problema é mais grave. Convivi com muitos pais que, quando muito, apareciam nas reuniões da escola para reclamar da rigidez na avaliação das crianças (a professora não concordava com o regime de aprovação automática, que formou uma horda de analfabetos funcionais) e com a exigência do trabalho de casa e da leitura semanal de livros.

Uma das crianças que era de convivência mais próxima relatava as pressões que sofria em casa par largar os livros, que eram "bobagem". Esse menino, inteligente e perspicaz era incentivado por seu pai, zelador de um prédio na vizinhança, a jogar video game (sim, tinha um PS2) e frequentar Lan Houses para usar o Orkut e MSN, mas não gostava que o menino dedicasse tempo para ler. O menino tem agora 9 anos.

O motivo desse comportamento era o fato do pai ser analfabeto e acreditar que um filho "letrado" questionasse seu poder de pai. A mesma história repetia-se em toda a escola, sendo ainda mais cruel com o elemento feminino. As meninas que não se enquadravam no comportamento lascivo precoce, estimulado pela cultura do funk (as "novinhas" que citei em um post anterior), eram sumariamente excluídas do convivio com as demais. Sem maquiagem carregada, pulseirinha do sexo e roupinha cravada. Lembrem que estou falando de meninas de 9, 10 anos. Nada contra o funk para adultos, mas acho crueldade uma criança em formação ser bombardeada com valores sexistas. Quando a escola decidiu que não teriam funk durante as festas juninas, quase houve uma rebelião...Das mães!

Felizmente, as exceções existiam. A mãe de uma amiguinha de Lia, também casada com um zelador e guerreira ao extremo no que diz respeito a formação cultural da filha (e inteligente o bastante para ter apenas uma filha, de acordo com a renda do casal). Incentiva atividades extra classe, pesquisa, cuida da cultura geral da filha com boa música e estimulando um aprendizado saudável.

Ou seja, não é a origem de uma pessoa ou suas posses que vai determinar o comprometimento da mesma com a educação de sua prole. Mas esses exemplos precisam ser divulgados e estimulados. Espero que um dia sejam o lugar comum.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Miniputas

Sabem o resultado de ser irmã da Miley Cirrus (antiga Hanna Montana) e filha de uma mulher que trai seu amado (e careta) pai com o Brett Michaels (lembram dele)?

Você dai dar uma festinha de pole dancing e lançar uma coleção de lingerie sexy para crianças aos 9 anos de idade. Celebridade precoce com destino de vida.

Pode guardar a vaga dela na clínica Betty Ford.

Porra, deixem as crianças serem crianças! Parem de vender seus filhos como pedaços de carne.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Papai, posso ir?



As meninas estão aproveitando, de forma intensa e motivada, as possibilidades de diversão e convivência na nova casa, na nova vizinhança. Agraciadoscom a melhor praia da cidade, boa parte dos moradores do bairro pretende evitar que o clima Miami (o qual detonou a Barra da Tijuca) destrua a qualidade de vida que encontramos no Recreio dos Bandeirantes.

Para aproveitar melhor os deslocamentos sem o uso de veiculos poluentes, Lia ganhou da avó materna uma nova bicicleta, aro 24. A diferença foi incrível. Acostumada a sua pequena aro 12, na qual pedalava em modo `mico de circo`, Lia agora vai para a escola de bike, evitando os ônibus mal cuidados e mal conduzidos.

Os sete quilômetros diários que ela pedala serão transformados em saúde e tempo para reflexão, coisa que toda menina precisa.

Mais uma forma de complemnetar uma vida mais saudável com a maturidade necessária para exercer o direito de ir e vir, aqui no violento Rio de Janeiro. Aos 8 anos de idade, minha mocinha já está apredendo que viver reclusa não é o melhor caminho para exercer sua cidadania.
Quem também ficou feliz foi Dora, que herdou uma bike com pedl, para substituir o seu bichiclo

Os próximos passos serão as aulas na escolinha de surfe e os treinos de Krav Maga, em um clube local.