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sexta-feira, 20 de julho de 2012

CREMERJ não consegue entender que o parto domiciliar é mais seguro do que maternidades contaminadas e desumanas

E mais uma vez o CREMERJ prefere distorcer a realidade para esconder o cenário aterrador das maternidades do Rio de Janeiro. São maternidades assim, com alta taxa de mortalidade neo natal e materna, que os médicos do conselho regional de medicina acham melhores para uma família ter seus filhos do que uma residência, o quarto da própria família gestante.

Caros conselheiros do CREMERJ, onde estão os "dados científicos, as "pesquisas"e as "estatísticas" que demonstrem que a taxa de mortalidade em partos domiciliares no Rio de Janeiro supera a carnificina que acontece nas maternidades do Estado do Rio, só em 2012?


MATERNIDADES: SEGURAS OU MORTAIS?

Vejam o ambiente que o CREMERJ e outros conselhos regionais de medicina acham seguros e adequados para as gestantes brasileiras.



Aguardo as "pesquisas científicas" que justifiquem essa falta de respeito ao ser humano.

Quem é que é criminoso mesmo?

Essas são as pessoas que condenam o parto domiciliar.

E isso, essas pocilgas comandadas por gente que trata a mulher como mercadoria, é o que eles propoem como solução.

Gestantes com o pre-natal em dia e sem complicações: informem-se sobre os problemas reais que uma gestação pode apresentar e percam o medo de ter filhos em casa.

Não deixem nenhum dono da verdade de jaleco branco decidir por você o que é melhor para sua família.

Caça às bruxas no Rio de Janeiro: CREMERJ e a criminalização do parto domiciliar humanizado

A resolução do CREMERJ que proibe médicos de auxiliarem partos domiciliares "previamente acordados", uma violação grave do direito da mulher, demonstra mais uma vez como o Rio de Janeiro parou no tempo e segue incapaz de alinhar-se com o pnsamento vigente nos países que evam saúde pública a sério.

O parto domiciliar, um ambiente mais seguro e tranquilo para partos normais do que as nossas maternidades contaminadas (inclusive algumas de alto padrão).

Agora a mulher que não optar pelo risco da infecção hospitalar e desumanização do parto, será considerada uma criminosa, assim como os médicos e auxiliares de saúde que prestarem atendimento domiciliar.

Todos os países do mundo que levam saúde pública a sério e que procuram estar em sintonia com as sugestões da Organização Mundial de Saúde, estimulam o parto normal domiciliar, principalmente na segunda gestação.

Brasil, Chile e Austrália seguem na contramão, levando ao extremo a cultura da cesárea eletiva e todo o seu aparato comercial (a corja de anestesistas e cirurgiões plásticos que forma a comitiva do obstetra que faz mais de um parto por dia, com hora marcada).

Sabemos como andam em péssimo estado as materniadades brasileiras. O Rio de Janeiro não foge a essa regra: fiscalização precária e instalações sub-humanas.

Não bastasse esse fato, ainda existe, forte, uma cultura da cesárea que penaliza as mulheres de baixa renda, que precisam lidar com cobranças de pessoas não esclarecidas numa dos momentos mais importantes de sua vida, a gestação e seu momento final.

O CREMERJ não parece sensibilizado com a quantidade de cortes desnecessários feito em jovens mulheres. Parece ignorar a quantidade absurda de recém-nascidos mortos em maternidades nessa cidade apenas em 2012, vítimas de infecções hospitalares.

A medicalização do parto é um anacronismo que precisa ser combatido, com urgência. Demonstra claramente os efeitos de uma baixo nível educacional, do alcance limitado das ideias progressistas entre a população brasileira.

É tácito o descopromisso de um número cada vez maior de médicos com a espera necessária para um parto normal conveniente para mãe e bebê.

Em nossa primeira gestação, tive o desprazer de ouvir -ignoraram minha presença na sala de esperada Perinatal e falaram abertamente sobre o seu "negócio'-, como era "chato ter que ficar esperando ëssas mães que cismam que vão ter uma parto normal". A equipe: anestesista, cirurgião plástico (que não haviamos chamado) e o famosos obstetra tratavam aquele momento com desdém.

Ainda fui cobrado do acerto "por fora" com o anestesista e o cirúrgião plástico ("se for necessário usar, claro") ali, em pé. Ora, é claro que eles NUNCA pretenderam esperar nosso parto. Esses caras já sairam de casa na certeza de que fariam uma cesárea. Nós, só descobrimos na hora do parto. Daí, ams mentiras clássicas de cordão enrolado e outros papos furados, enquanto rasgavam minha mulher e falavam sobre um jogo de futebol.

Éramos um negócio, apenas. Naquele 23 de abril, aquela famosa equipe de médicos da zona sul carioca ganhou muito dinheiro, abrindo a esmo outros casais inexperientes, que confiaram na palavra do médico, que jurou apoiar o parto normal. Que não havia detectado nenhum "problema"no pré-natal, mas que na sala de parto levou a cabo o plano diário de conseguir dinheiro fácil, já articulado com sua equipe.

Já publiquei aqui o relato de parto de nossa segunda filha. Uma experiência diferente, sem mentiras e repleta de carinho e respeito. Em casa.

O mais triste é ver a manipulação na nota do CREMERJ, que numa inversão da informação, fala em "alerta mundial contra os perigos do parto domiciliar", enquanto trata-se justamente do contrário.

Cita de forma equivocada um óbito na Austrália, mas não cita as dezenas de óbitos em materniadades no Rio de Janeiro, que, supostamente, deveriam ter sido fiscalaizadas em suas condições pelo mesmo CREMERJ que invoca "bases científicas" e o "juramento de salvar vidas a qualquer custo"
para realizar essa verdadeira caça às bruxas.

A premissa do "e se alguma coisa der errado?" é falaciosa, pois nem sempre o ambiente hospitalar e o preparo das equipes é capaz de solucionar de forma satisfatória condições extremas que podem levar a óbito mãe e recém-nascido. Se o pré-natal for realizado de forma criteriosa, as supostas "surpresas" estarão sob controle.

Não estamos falando de prematuros, de partos múltiplos ou de outros complicadores.

Estamos defendendo o direito de mães que fizeram um pre-natal completo e esclarecedor e sabem da perfeita saúde de sua prole, que permita a elas realizarem seus partos em um ambeinte com o mínimo de drogas, de medicalização, com respeito e atenção humana.

Sim, a motivação desse repúdio ao parto domiciliar é corporativista, retrógrada e fere claramente o direito da mulher de esco;her o melhor para si própria.

Se quiserem ler estudos realmente relevantes (o CREMERJ, claro, não divulga suas "bases científicas") sugiro a literatura disponível no site da OMS.

Jovens casais, decidam o que querem para a sua getação. Esse momento é de vocês e ninguém pode interferir.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cesariana desnecessária em massa: o Brasil na lanterna mundial da civilidade em saúde pública

Não gosto de marchas. Nenhuma. Acho chato e atrapalham quem não tem interesse no assunto, ou por que exercem o direito de cultivar a própria ignorância ou por não necessitarem lidar com questões de esfera incompatível com suas necessidades cotidianas.

Dito isso, fica mais fácil dizer: países civilizados apoiam o parto domiciliar, mesmo após a primeira gestação.

Países primitivos, nos quais o corporativismo supera os benefícios de uma noção humaniária de saúde pública, apostam em cesarianas em massa.

Lucrativas e rápidas, chegam travestidas com o rótulo da conveniência, da "liberdade de escolha" da mulher e outras loas. Mas sabemos que não são todas as mulheres que, de fato", podem escolher. Para a maioria, ceder à cesariana é compulsório.

Bebês não são melhores ou piores filhos se chegam de um jeito ou de outro. Se amados pelos pais, está valendo.

Mas o recado sobre parto domiciliar ser um DIREITO não é para as esclarecidas que se sentem agredidas por não serem respeitadas em sua opção pela cesárea eletiva.

No Brasil, desde os anos 70, surgiu a cultura equivocada de que parto normal é "coisa de pobre", "coisa de índio".

Dá para perceber o estrago feito nos últimos 40 anos. Ter o parto igual ao da "patroa" virou algo quase obrigatório. Sim, como o vestido da novela que vira moda.

O problema é que existe um número imenso de mulheres influentes que não percebe como seu modelo pode não ser adequado para mulheres que ainda não dominam a própria intelectualidade, a ponto de não poderem dizer "não" a um médico que mais do que recomenda, obriga mulheres a fazerem cesarianas desnecessárias.

Existe uma indústria: cirurgões plásticos, anestesistas, obstetras, que fatura alto com a linha de montagem do bisturi. Eu fui vítima desse tipo de medicina canhestra em nossa primeira gestação. Não nos respeitaram.

Na segunda gestação nos libertamos e fizemos o parto domiciliar, humanizado.

Amo igualmente minhas duas filhas. Não é uma guerra de  "estilos", preferências ou modismos. É uma constatação que foge à realidade da maioria das mulheres de classe média e classe média alta: as condições hospitalares para a maioria das gestantes do país, de baixa renda, trazem riscos BRUTAIS para mães e bebês.

As casas dessas mulheres são muito mais seguras do que salas de parto em nossa rede hospitalar de acesso ao cidadão comum.

Espero que Austrália, Chile e Brasil um dia consigam vencer essa maldição que os coloca na condição de triste liderança mundial na indústria da cesariana conveniente para o sistema médico.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Semana Mundial do Parto Humanizado: por uma maternidade segura para toda mulher

Essa é a Semana Mundial do Parto Humanizado. Os que pouco entendem de  manipulação midiática não sabem o bombardeio que essa prática recebe.

Afinal, o discurso supostamente científico da medicina comercial impede que uma discussão mais humana, que possa envolver pessoas de todos os níveis intelectuais, seja levado a mais mães. Quando uma rede de maternidades ou uma entidade de classe ataca, querem mais é uma reação acalorada, que torna quase "freaks" aqueles que apoiam o princípio da maternidade segura, com participação ativa do casal parturiente.

Mas evitem discutir parto humanizado de forma apaixonada, sem fundamentos e estatísticas em mãos.
Preparem-se antes de falar. Sejamos sábios.

Consultar o site da Organização Mundial de Saúde sobre o tema é um bom começo para quem quer ajudar a elevar o nível do debate, uma questão além do foro íntimo, e sim de saúde pública.

Crianças nascidas via cesariana correm mais risco de desenvolverem obesidade na primeira infância. Veja o motivo.

Na hora de optar por uma cesárea eletiva, sem necessidade, vale a pena pensar não só em infecção hospitalar e outras complicações, mas também na saúde futura do bebê. Belo estudo da Dra Susanna Huh, pesquisadora da Division of Gastroenterology and Nutrition no Children Hospital Boston sobre como crianças nascidas de cesariana correm risco maior de desenvolver obesidade na primeira infância.

Deveriam discutir esse assunto abertamente com casais grávidos por aqui.

O Brasil precisa reduzir imediatamente essa epidemia de cesareas desnecessárias.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Parto domiciliar NÃO MATA! Ignorância e jornalismo irresponsável, sim.

Entendam: quem faz o parto é a mulher. Não é o médico. O bombeiro. A parteira. O taxista. O Herói masculino. Todos ajudam. Mas quem faz o parto é a mulher. Assim, fica mais fácil entender a grande besteira publicada no Globo.com no dia 01/02/2012. Caroline Lovell
, defensora do parto humanizado, morreu ao dar a luz. Ela vive na Austrália, país com ótimos índices sociais, mas ainda tão capenga quanto o Brasil e o Chile (tristes recordistas mundias de cesarianas eletivas) na questão do parto, com um índice de 21% de cesarianas eletivas no sistema público de saúde. O indice aceitável, de acordo com a Organização Mundial de Saúde é de 15%. No Brasil, o número de cesáreas no SUS está em 40%. Na medicina privada, 90%. Os planos de saúde praticamente obrigam os casais a concluírem a gestação em um hospital. Quando sabemos que no Brasil 80% das mortes de mães e bebês no pós-parto são provocadas por infecção hospitalar pós cesariana, o alarme precisa ser ligado. Assim, o Daily Mail, um jornal conhecido por apoiar causas corporativas em detrimento da isenção editorial, publicou uma matéria sensacionalista, que foi replicada pela Globo.com, com sempre sem a devida contextualização.
Ora, a maioria dos leitores de manchete de portal mal conhece a idoneidade das fontes e não tem tempo ou interesse em aprofundar-se. Se foi publicado, muita gente vê como verdade absoluta. Assim, quando o "jornalista" não dá o "outro lado", fundamental para que se forme opinião consciente e isenta, a moça australiana que morreu fica parecendo uma radical inconsequente. Não pode existir erro maior. O número de mulheres e bebês, oriundos de TODAS AS CLASSES SOCIAIS, que morrem devido a complicações de cesarianas eletivas é ABSURDAMENTE maior do que o número de mulheres e bebês que morrem em partos domiciliares. Um portal sério mostraria os indices de morte de mães durante o parto durante e após cesarianas comparando com os índices de mortalidade em partos humanizados. Chocaria aos mais sensíveis e inteligentes o açougue insalubre no qual as maternidades, mesmo as mais chiques, foram transformadas. A infecção hospitalar, com agentes patogêncios resistentes aos antibióticos mais fortes, é a maior causa de mortes de mães e bebês no parto e pós-parto de cesáreas. Em casa, não existem esses microorganismos que provocam as infecções hospitalares mais resistentes. Nos países onde saúde da mulher, cidadania e saúde pública são levados a sério, a opção pela cesariana inconveniente não é considerada como saudável. Quantos mais partos naturais e fora do ambiente hospitalar, mais desenvolvido socialmente é um país. Quanto a segurança do parto domiciliar, inclusive para mulheres que fizeram uma cesariana na primeira gestação, pode ser atestada por esse estudo canadense. Leiam com carinho, dediquem um tempo para adquirir informação de qualidade, principalmente se estiverem em processo de pensar em gestação e parto. No país onde a nova classe média copia as práticas sociais das classes mais abastadas é preciso ficar atento ao que os meios de comunicação publicam para, pelo menos, tentarmos equilibrar as informações erradas e tendenciosas com conteúdo de qualidade e referências que possam ser entendidas por uma parcela maior da população. Parto natural é bom e saudável. Jovens mães precisam de informação direta e desmistificada sobre como ter seus bebês sem drama, como enfrentar médicas e médicos que inventam posições esdrúxulas quem impediriam o parto normal. É preciso acabar com o terror médico colocado como pressão sobre a gestante. O mesmo vale para romper o mito criado pela industria farmaceútica de que algumas mulheres não produzem "leite bom" ou não podem amamentar. Mesmo que você tenha mamilo invertido, você vai poder amamentar, porra! Vai doer pra caralho, vai ser incomodo, mas deixar seu rebento livre de doenças e bem nutrido, de graça! Se vocês soubessem a quantidade de mulheres que faz a opção de cesariana eletivas para permanecerem "apertadinhas" ficariam chocados. Mais um mito: que o parto natural e a amamentação "estragam" a mulher. E isso em 2012. Temos muita coisa para melhorar em termos de educação social da mulher. A igualdade social passa pelo DIREITO de escolher a opção mais simples para o nascimento de um filho. Maridos e maridas, apoiem suas mulheres nessa escolha.

sábado, 19 de março de 2011

Como São Paulo quer acabar com a saúde das parturientes



Caros, o belo curso de obstetrícia da USP Leste está sendo extinto. Parteiros (sim, formou homens qualificados para ajudar mulheres no parto) e parteiras em formação, que ajudariam a reduzir o número imbecil de 99,42% dos partos em ambiente hospitalar em São Paulo, ficarão sem concluir o curso.

Os alunos estão putos, e com razão.

Tentei explicar isso para colegas europeus, asiáticos e americanos e o eles, chocados, perguntam se brasileiro ama hospital. É, ainda temos um logo caminho para melhorar a saúde da mulher por aqui, mas o "lobby das tesouras" não quer deixar.

Outros cursos serão remanejados. O único extindo será o de obstetrícia.

Não vou ficar quieto. Grite aqui.
http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/8452/1