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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mutilação Genital Feminina: um crime contra a humanidade que fingimos não ver. Por Felipe B. #FGM

Esses 60 casos de mutilação genital descobertos só esse ano em uma escola na Suécia deixam claro que é preciso que os imigrantes entendam que se um país os aceita, suas bizarrices culturais, crenças religiosas e convenções sociais devem ficar no aeroporto. Entrou no país, respeite as leis da nação hospedeira. O segundo ponto é o papel das mulheres, que não apenas aceitam como são coniventes (e auxiliam) a realização dessas práticas.

Um manto de silêncio e a conveniência de usar o raciocínio "eu passei por isso, estou viva e tenho um marido provedor" estão acabando com a vida de meninas que vivem em outros países mas não podem usufruir da cultura e de sua existência plena.


Barbárie

Não custa lembrar que mutilação genital NÃO TEM nenhuma função útil. Não previne doenças, não impede violência sexual (pelo contrário) e provoca toda sorte de traumas psicológicos e físicos, além de enfermidades na vagina, útero e bexiga que podem levar ao óbito. A única função é a de tratar mulher como propriedade privada e perpetuar a dominação social e negação do gênero através do uso do corpo.

Quer viver a barbárie cultural? Permaneça em seu país de origem. Muitas dessas meninas foram mutiladas durante as férias, quando seus pais retornam com elas aos países de origem e aproveitam para fazer a mutilação, arrancando grelos, costurando vaginas, impedindo que essas meninas usem seus corpos para ter prazer. Na Suécia, mutilação genital da até 4 anos de cadeia, mesmo se realizada por cidadãos do país no exterior. Fico imaginando o que não acontece com certas meninas estrangeiras aqui mesmo no Brasil.



Vejam, 60 casos em apenas UMA escola. Se as autoridades da Suécia continuarem (e vão) suas buscas, encontrarão muito mais, em cidades ao longo do país. Agora multipliquem esse cenário pelos milhões de meninas em mais de 30 países que adotam a mutilação genital feminina como prática corrente e dentro da lei.


Alienação


Vi gente batendo palmas essa semana, na #2014FIFAWORLDCUPBRAZIL, para times de países que adotam a prática, como Costa do Marfim e Camarões. Muitos daqueles homens em campo não apenas acham aceitável, como apoiam a "tradição". Pior: Gana está aumentando a prática, com os homens da nova geração estimulados para perpetuá-la. E 1/4 das 130 milhões de mulheres em todo o planeta Terra. que sofrem mutilação genital vivem na Nigéria, a maior quantidade em apenas um país. Então, vão bater palmas para esses times também?   

Os países que apoiam as práticas de mutilação genital feminina deveriam ser banidos de toda e qualquer competição desportiva internacional. Da mesma forma, o mesmo tratamento deveria ser direcionado aos países que impedem a presença de mulheres em arenas esportivas, como o Irã.

Ficar calado e fingir que nada está acontecendo com mais de 100 milhões de mulheres é o melhor caminho? Duvido muito.

Em apenas uma escola, foram descobertos 60 casos de mutilação genital feminina na Suécia.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Caça às bruxas no Rio de Janeiro: CREMERJ e a criminalização do parto domiciliar humanizado

A resolução do CREMERJ que proibe médicos de auxiliarem partos domiciliares "previamente acordados", uma violação grave do direito da mulher, demonstra mais uma vez como o Rio de Janeiro parou no tempo e segue incapaz de alinhar-se com o pnsamento vigente nos países que evam saúde pública a sério.

O parto domiciliar, um ambiente mais seguro e tranquilo para partos normais do que as nossas maternidades contaminadas (inclusive algumas de alto padrão).

Agora a mulher que não optar pelo risco da infecção hospitalar e desumanização do parto, será considerada uma criminosa, assim como os médicos e auxiliares de saúde que prestarem atendimento domiciliar.

Todos os países do mundo que levam saúde pública a sério e que procuram estar em sintonia com as sugestões da Organização Mundial de Saúde, estimulam o parto normal domiciliar, principalmente na segunda gestação.

Brasil, Chile e Austrália seguem na contramão, levando ao extremo a cultura da cesárea eletiva e todo o seu aparato comercial (a corja de anestesistas e cirurgiões plásticos que forma a comitiva do obstetra que faz mais de um parto por dia, com hora marcada).

Sabemos como andam em péssimo estado as materniadades brasileiras. O Rio de Janeiro não foge a essa regra: fiscalização precária e instalações sub-humanas.

Não bastasse esse fato, ainda existe, forte, uma cultura da cesárea que penaliza as mulheres de baixa renda, que precisam lidar com cobranças de pessoas não esclarecidas numa dos momentos mais importantes de sua vida, a gestação e seu momento final.

O CREMERJ não parece sensibilizado com a quantidade de cortes desnecessários feito em jovens mulheres. Parece ignorar a quantidade absurda de recém-nascidos mortos em maternidades nessa cidade apenas em 2012, vítimas de infecções hospitalares.

A medicalização do parto é um anacronismo que precisa ser combatido, com urgência. Demonstra claramente os efeitos de uma baixo nível educacional, do alcance limitado das ideias progressistas entre a população brasileira.

É tácito o descopromisso de um número cada vez maior de médicos com a espera necessária para um parto normal conveniente para mãe e bebê.

Em nossa primeira gestação, tive o desprazer de ouvir -ignoraram minha presença na sala de esperada Perinatal e falaram abertamente sobre o seu "negócio'-, como era "chato ter que ficar esperando ëssas mães que cismam que vão ter uma parto normal". A equipe: anestesista, cirurgião plástico (que não haviamos chamado) e o famosos obstetra tratavam aquele momento com desdém.

Ainda fui cobrado do acerto "por fora" com o anestesista e o cirúrgião plástico ("se for necessário usar, claro") ali, em pé. Ora, é claro que eles NUNCA pretenderam esperar nosso parto. Esses caras já sairam de casa na certeza de que fariam uma cesárea. Nós, só descobrimos na hora do parto. Daí, ams mentiras clássicas de cordão enrolado e outros papos furados, enquanto rasgavam minha mulher e falavam sobre um jogo de futebol.

Éramos um negócio, apenas. Naquele 23 de abril, aquela famosa equipe de médicos da zona sul carioca ganhou muito dinheiro, abrindo a esmo outros casais inexperientes, que confiaram na palavra do médico, que jurou apoiar o parto normal. Que não havia detectado nenhum "problema"no pré-natal, mas que na sala de parto levou a cabo o plano diário de conseguir dinheiro fácil, já articulado com sua equipe.

Já publiquei aqui o relato de parto de nossa segunda filha. Uma experiência diferente, sem mentiras e repleta de carinho e respeito. Em casa.

O mais triste é ver a manipulação na nota do CREMERJ, que numa inversão da informação, fala em "alerta mundial contra os perigos do parto domiciliar", enquanto trata-se justamente do contrário.

Cita de forma equivocada um óbito na Austrália, mas não cita as dezenas de óbitos em materniadades no Rio de Janeiro, que, supostamente, deveriam ter sido fiscalaizadas em suas condições pelo mesmo CREMERJ que invoca "bases científicas" e o "juramento de salvar vidas a qualquer custo"
para realizar essa verdadeira caça às bruxas.

A premissa do "e se alguma coisa der errado?" é falaciosa, pois nem sempre o ambiente hospitalar e o preparo das equipes é capaz de solucionar de forma satisfatória condições extremas que podem levar a óbito mãe e recém-nascido. Se o pré-natal for realizado de forma criteriosa, as supostas "surpresas" estarão sob controle.

Não estamos falando de prematuros, de partos múltiplos ou de outros complicadores.

Estamos defendendo o direito de mães que fizeram um pre-natal completo e esclarecedor e sabem da perfeita saúde de sua prole, que permita a elas realizarem seus partos em um ambeinte com o mínimo de drogas, de medicalização, com respeito e atenção humana.

Sim, a motivação desse repúdio ao parto domiciliar é corporativista, retrógrada e fere claramente o direito da mulher de esco;her o melhor para si própria.

Se quiserem ler estudos realmente relevantes (o CREMERJ, claro, não divulga suas "bases científicas") sugiro a literatura disponível no site da OMS.

Jovens casais, decidam o que querem para a sua getação. Esse momento é de vocês e ninguém pode interferir.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cesariana desnecessária em massa: o Brasil na lanterna mundial da civilidade em saúde pública

Não gosto de marchas. Nenhuma. Acho chato e atrapalham quem não tem interesse no assunto, ou por que exercem o direito de cultivar a própria ignorância ou por não necessitarem lidar com questões de esfera incompatível com suas necessidades cotidianas.

Dito isso, fica mais fácil dizer: países civilizados apoiam o parto domiciliar, mesmo após a primeira gestação.

Países primitivos, nos quais o corporativismo supera os benefícios de uma noção humaniária de saúde pública, apostam em cesarianas em massa.

Lucrativas e rápidas, chegam travestidas com o rótulo da conveniência, da "liberdade de escolha" da mulher e outras loas. Mas sabemos que não são todas as mulheres que, de fato", podem escolher. Para a maioria, ceder à cesariana é compulsório.

Bebês não são melhores ou piores filhos se chegam de um jeito ou de outro. Se amados pelos pais, está valendo.

Mas o recado sobre parto domiciliar ser um DIREITO não é para as esclarecidas que se sentem agredidas por não serem respeitadas em sua opção pela cesárea eletiva.

No Brasil, desde os anos 70, surgiu a cultura equivocada de que parto normal é "coisa de pobre", "coisa de índio".

Dá para perceber o estrago feito nos últimos 40 anos. Ter o parto igual ao da "patroa" virou algo quase obrigatório. Sim, como o vestido da novela que vira moda.

O problema é que existe um número imenso de mulheres influentes que não percebe como seu modelo pode não ser adequado para mulheres que ainda não dominam a própria intelectualidade, a ponto de não poderem dizer "não" a um médico que mais do que recomenda, obriga mulheres a fazerem cesarianas desnecessárias.

Existe uma indústria: cirurgões plásticos, anestesistas, obstetras, que fatura alto com a linha de montagem do bisturi. Eu fui vítima desse tipo de medicina canhestra em nossa primeira gestação. Não nos respeitaram.

Na segunda gestação nos libertamos e fizemos o parto domiciliar, humanizado.

Amo igualmente minhas duas filhas. Não é uma guerra de  "estilos", preferências ou modismos. É uma constatação que foge à realidade da maioria das mulheres de classe média e classe média alta: as condições hospitalares para a maioria das gestantes do país, de baixa renda, trazem riscos BRUTAIS para mães e bebês.

As casas dessas mulheres são muito mais seguras do que salas de parto em nossa rede hospitalar de acesso ao cidadão comum.

Espero que Austrália, Chile e Brasil um dia consigam vencer essa maldição que os coloca na condição de triste liderança mundial na indústria da cesariana conveniente para o sistema médico.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Parto domiciliar NÃO MATA! Ignorância e jornalismo irresponsável, sim.

Entendam: quem faz o parto é a mulher. Não é o médico. O bombeiro. A parteira. O taxista. O Herói masculino. Todos ajudam. Mas quem faz o parto é a mulher. Assim, fica mais fácil entender a grande besteira publicada no Globo.com no dia 01/02/2012. Caroline Lovell
, defensora do parto humanizado, morreu ao dar a luz. Ela vive na Austrália, país com ótimos índices sociais, mas ainda tão capenga quanto o Brasil e o Chile (tristes recordistas mundias de cesarianas eletivas) na questão do parto, com um índice de 21% de cesarianas eletivas no sistema público de saúde. O indice aceitável, de acordo com a Organização Mundial de Saúde é de 15%. No Brasil, o número de cesáreas no SUS está em 40%. Na medicina privada, 90%. Os planos de saúde praticamente obrigam os casais a concluírem a gestação em um hospital. Quando sabemos que no Brasil 80% das mortes de mães e bebês no pós-parto são provocadas por infecção hospitalar pós cesariana, o alarme precisa ser ligado. Assim, o Daily Mail, um jornal conhecido por apoiar causas corporativas em detrimento da isenção editorial, publicou uma matéria sensacionalista, que foi replicada pela Globo.com, com sempre sem a devida contextualização.
Ora, a maioria dos leitores de manchete de portal mal conhece a idoneidade das fontes e não tem tempo ou interesse em aprofundar-se. Se foi publicado, muita gente vê como verdade absoluta. Assim, quando o "jornalista" não dá o "outro lado", fundamental para que se forme opinião consciente e isenta, a moça australiana que morreu fica parecendo uma radical inconsequente. Não pode existir erro maior. O número de mulheres e bebês, oriundos de TODAS AS CLASSES SOCIAIS, que morrem devido a complicações de cesarianas eletivas é ABSURDAMENTE maior do que o número de mulheres e bebês que morrem em partos domiciliares. Um portal sério mostraria os indices de morte de mães durante o parto durante e após cesarianas comparando com os índices de mortalidade em partos humanizados. Chocaria aos mais sensíveis e inteligentes o açougue insalubre no qual as maternidades, mesmo as mais chiques, foram transformadas. A infecção hospitalar, com agentes patogêncios resistentes aos antibióticos mais fortes, é a maior causa de mortes de mães e bebês no parto e pós-parto de cesáreas. Em casa, não existem esses microorganismos que provocam as infecções hospitalares mais resistentes. Nos países onde saúde da mulher, cidadania e saúde pública são levados a sério, a opção pela cesariana inconveniente não é considerada como saudável. Quantos mais partos naturais e fora do ambiente hospitalar, mais desenvolvido socialmente é um país. Quanto a segurança do parto domiciliar, inclusive para mulheres que fizeram uma cesariana na primeira gestação, pode ser atestada por esse estudo canadense. Leiam com carinho, dediquem um tempo para adquirir informação de qualidade, principalmente se estiverem em processo de pensar em gestação e parto. No país onde a nova classe média copia as práticas sociais das classes mais abastadas é preciso ficar atento ao que os meios de comunicação publicam para, pelo menos, tentarmos equilibrar as informações erradas e tendenciosas com conteúdo de qualidade e referências que possam ser entendidas por uma parcela maior da população. Parto natural é bom e saudável. Jovens mães precisam de informação direta e desmistificada sobre como ter seus bebês sem drama, como enfrentar médicas e médicos que inventam posições esdrúxulas quem impediriam o parto normal. É preciso acabar com o terror médico colocado como pressão sobre a gestante. O mesmo vale para romper o mito criado pela industria farmaceútica de que algumas mulheres não produzem "leite bom" ou não podem amamentar. Mesmo que você tenha mamilo invertido, você vai poder amamentar, porra! Vai doer pra caralho, vai ser incomodo, mas deixar seu rebento livre de doenças e bem nutrido, de graça! Se vocês soubessem a quantidade de mulheres que faz a opção de cesariana eletivas para permanecerem "apertadinhas" ficariam chocados. Mais um mito: que o parto natural e a amamentação "estragam" a mulher. E isso em 2012. Temos muita coisa para melhorar em termos de educação social da mulher. A igualdade social passa pelo DIREITO de escolher a opção mais simples para o nascimento de um filho. Maridos e maridas, apoiem suas mulheres nessa escolha.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Horizonte limitado




Ilustração com meus amores - Lia, Dora e Dani, em nossa praia: procurando informação e esperança em horizonte sombrio.
Foto: Felipe B 04/2009


Leitores do Blue Bus ficaram indgnados com o tom da imprensa brasileira, taxando-a de sensacionalista. Mas foram burros o bastante para comparar a ameaça de febre amarela, em 2007 e 2008, com a pandemia de swine flu (parece nome de banda indie ou de torcida jovem de time de futebol carioca).

A galera só consegue pensar até chegar a Búzios, e ignora que o norte do Brasil - já são 84 mil desabrigados apenas no Maranhão, a maioria crianças e jovens - está enfrentando a maior enchente dos últimos 50 anos (previamente anunciada pelo INPE e solenemente ignorada pela dupla Lula/Dilma, em turnê caça-votos pelo país).

Alguma dúvida que a porta de entrada do caos será por lá?

Conversar com nossos filhos e prepará-los para o choque de desinformação também é uma boa maneira de nos exercitarmos para enfrentar o ar blase dos fiscais da mídia diante do infortúnio.

Quando professores de primeiro grau possuem apenas as mal traçadas linhas dos jornais para se tornarem multiplicadores de informação, a coisa fica ainda mais perigosa.

MInha filha de 8 anos estuda em escola municipal, aqui no Rio de Janeiro. Imaginem como comunicar a boa parte da turma, aqueles que moram diante de um valão sem saneamento básico, com esgoto a céu aberto, que eles deverão mudar hábitos simples e corriqueiros de forma IMEDIATA.

Na zona oeste do Rio, porcos são animais criados em pequenos quintais, juntamente com outro bichinhos, sejam de estimação ou de consumo, como galinhas.

Será que as pessoas que juraram informar e fazer pensar não conseguem perceber que a menos de 10 km de suas casas existe a combinação PORCO+GALINHA+FALTA DE HIGIENE+CUMPRIMENTOS CALOROSOS+NÃO TO NEM AI generalizado?

A mulher que trabalha aqui em casa cozinhando e cuidando de minhas filhas mora no térreo do meu predio (é mulher do zelador) e desfruta do mesmo nível de saneamento que os demais moradores.

Eu estou tranquilo. Mas muitas das empregadas domésticas que frequentam outras senzalas da classe média moram em locais insalubres.

Se adicionarmos o quesito diversão, que, constantemente, adiciona a frequência a lugares LOTADOS e nada arejados, como um bom baile funk, no qual até 1500 jovens, trepam, dançam, fumam, transpiram a rodo, com proteção zero, já dá pra imaginar que as supostas 90 milhões de doses de Tamiflu que o Ministério da Saúde jura ter em estoque (é mentira!!!!!) não serão suficientes para atender a popiulação brasileira, mais notadamente, a ribeirinha, no norte do Brasil.

Vamos começar a ver a quantidade de ghosts aumentar nos perfis do Orkut...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripe suína? Blame Canada!!

Durante boa parte dos anos 90 eu cuidei da programação do canal a cabo Multishow. Nossa equipe curtia muito sacanear os canadenses, motivados pelo mote de Eric Cartman, o personagem gordinho filho de uma puta (literalmente -a mãe dele era super vadia).

O tempo passou e o desenho animado perdeu sua força iconoclasta. Mas não é que o pequeno Cartman tinha razão?

Em meio a histeria relativa a gripe suína (acreditem, se a imprensa falasse realmente do que se trata, a maioria das pessoas enlouqueceria), poucos procuraram fazer o link com as últimas manifestações do H1N1 vírus causador da influenza. Pesquisar? Para que, se o O GLOBO e a FOLHA publicam infográficos com tudo que eu preciso saber? Não, melhor, só acredito na doença depois que sair na VEJA.

Bem, hoje, 26/4/2009, a deserta Cidade do México foi sacudida por um terremoto forte. Tudo parado. Forças de defesa civil mobilizadas para conter a gripe. Heheheh. Ah, coincidência...Claro...O HAARP é bobagem.

Em 13/4/2009 surgiram as primeiras mortes suspeitas na capital mexicana.

Em 17/4/2009, o departamento de estado e os orgãos de informação dos EUA deixaram Obama visitar a capital mexicana e ser ciceroneado pelo arqueólogo mais importante do México, Felipe Solis. Felipe Solis morreu de pneumonia (um dos sintomas da gripe suina) em...23/04/2009.

Segundo o governo mexicano, Solis já estava com pneumonia antes do surto de gripe suína. É claro que a política de segurança dos EUA permite que o presidente passe horas recebendo perdigotos e abraços de um cientista mexicano com doença respiratória, mesmo sabendo que a doença já matava no México desde o dia 13/4/2009.

Sequer traçaram um mapa relacionando com quem Solis conversou ou onde esteve em meados de março e abril de 2009. Natural.

Foram mais sutis ao matar Kennedy.

Ah, vocês não prestaram atenção nem ligaram os fatos ao ler os jornais? Que pena...Dilma, né?

Também ficou com pena dela e vai mudar seu voto? O mundo que se foda...

Tivemos a gripe das aves, na Ásia, Africa e Europa. A América enfrentou versões mais simples e menos letais da virose nos últimos cinco anos.

No Brasil, dengue, febre amarela e malária dominaram os noticiários. Em época de eleição, nos convenceram com carros fumaçê, desempregados não qualificados, travestidos em agentes de saúde, espalhando pozinho venenoso em nossos pneus velhos e vasos de planta. Alé, é claro, de propagandas caríssimas de TV. Tudo para provar que as administrações federal, estadual e municipal lutaram bravamente na prevenção contra essas enfermidades.

Bullshit!

O que importa mesmo é o cancer no suvaco da Dilma...Que peninha, não é? Mulher tão inocente sofrendo assim....

Pacifistas como somos, ignoramos em nossa grande maioria, os produtos destinados a guerra desenvolvidos em laboratórios civis e militares.

Guerra biológica é um tabu. Coisa de ficção científica. Manipulação geológica e meteorológica, como armas de destruição em massa, absurdos. É melhor acreditar no Tarô, Dr. Fritz e deus. Esses, sim, são repletos de credibilidade.

Mas você que tem parentes próximos nas forças armadas, pergunte com carinho sobre o assunto e prepare-se para ficar enojado com o que é possível fazer para matar seres humanos.

Nada disso é novo. Em 1918 a Alemanha conseguiu fazer o mundo provar o gostinho de produzir uma cepa de vírus capaz de matar 50 milhões de pessoas. Como não existia o fenômeno midiático de hoje, a coisa é difícil de ser contada por nossos parentes mais velhos. O único holocausto que nos é permitido lembrar é o de judeus nos anos 40, esse sim fundamental para a consolidação do sionismo.

Mas onde entram os canadenses nessa história? Em Janeiro de 2007, alguns dos melhores biogeneticistas canadenses decidiram estudar a composição do vírus da influenza responsável pela pandemia de 1918. Como não existiam tecidos humanos preservados da época, a única alternativa foi exumar um cadáver preservado em permafrost (um tipo de solo comum no norte do Canadá, com características que retardam o apodrecimento de tecidos animais), de uma vítima da gripe na época.

Se alguem ai lembra das aulas de biologia da escola, os vírus são a forma mais simples de vida e a mais facilmente manipulável para mutações geneticas. Uma vez inoculado em um hospedeiro, recombina seu DNA com o de outras cepas de forma quase imediata. Lindo mecanismo de sobrevivência.). Os canadenses reativaram um vírus de influenza e inocularam em macacos, assim poderiam saber que sintomas e reações o vírus provocava em mamiferos.

O resultado foi que em 24 horas os macacos tiveram o tecido da faringe e laringe destruídos (garganta, gente, garganta). A morte vinha em 48 horas, com a reação do sistema imunológico. Produzir enzimas e hormônios capazes de destruir os orgãos afetados. A pessoa morre afogada em seu prórpio sangue. Felizes da vida, os gênios canadenses divulgaram seus estudos, mas esqueceram de destruir a cepa.

Para encurtar uma história longa, enquanto o mundo era engabelado pela CNN, FOX, TV Globo e outras fontes de (des)informação com o esforço do governo Bush em encontrar armas de destruição em massa no no Oriente Médio, a turma do terror conseguiu a cepa e produziu um belo cenário de contaminação: liberar o virús na primavera de uma das cidades mais populosas do mundo, centro turístico mundial, aeroporto que é hub internacional, com cultura calorosa e propícia ao toque e aos beijinhos na face. E, principalemnte, vital para economia americana, com a fronteira aberta para os escravos mexicanos limparem as latrinas dos WASPS.

Resultado da cagada canadense: a Organização Mundial de Saúde estima que a gripe suína vá provocar 210 milhões de mortes.

Nossos filhos pequenos e nossas mães e avós que nos sustentam e tomam conta dos nossos pequenos de classe média não são as principais vítimas. O foco é matar homens entre 20 e 40 anos. Sim, aqueles que vão as frentes de batalha, que estão a frente das decisões e ações na maioria das grandes economias mundiais.

Nossos amigos da guerra conseguirm isso usando inteligência e baixa tecnologia: inocularam porcos com as versões humanas do H1N1, mais a aviária (reconhecidamente letal e capaz de infectar outros animais) e a dos porcos, com cepas asiáticas e europeias. O próprio porco serve de laboratório, recombinando o DNA dessas cepas com extrema facilidade. Outra característica interessante é o fato da versão suina da gripe ser transmissível pelo toque e contato com animais infectados, além de se propagar com eficácia por via aérea. Se alguém contaminado tocar em maçanetas, copos, alças de transportes públicos, corrimão ou espirrar no elevador, contaminação provável, em taxas acima de 90% de eficácia.

Arma perfeita.

Cidade de México: 20 milhões de habitantes, saneamento básico ridículo, metro e ônibus lotados, estádios lotados, missas lotadas, comida de rua, "perros" abandonados, suínos em criação doméstica e turístas descuidados procurando situações e experiências de vida exóticas.

Combine com a mais poderosa corrente do narcotráfico mundial implementando uma guerra que ja dura 7 meses na fronteira com as EUA e começando a ser combatida pela política flaciosa de Obama, o novo escravo do capital. Resultado: morte, em grande escala.

Relaxe. Não pode fazer nada além de evitar clubes de swing e outras muvucas (final do Estadual no Maraca nem pensar...), lavar bem as mãos, usar máscaras e luvas cirúrgicas no dia a dia. Uma espécie de Michael Jackson Cover, sem pedofilia.

Remédio?

Vacina nem pensar, e o único antiviral capaz de ameaçar o vírus é o Tamiflu, patenteado pela Roche e pouco disponível no planeta, abaixo da linha do Equador. Ainda assim, os efeitos colaterais podem levar a morte. A vrsão pediatrica tem uma taxa de sinistro menor, mas é igualmente perigosa. E cara.

Aqueles que engendraram esse ataque ainda foram espertos para entender que culturas com a brasileira e americana terão demora a entender que homens adultos deverão ser tratados ANTES de mulheres e crianças. Que utensílios domésticos contaminados, assim como roupas, deverão ser destruídos com calor acima de 71 graus.

Morrer, ok? Mas queimar minha calça da Diesel que custou 1500 reais nem pensar. Isso é coisa de pobre, vão dizer.

A melhor coisa a ser feita é consultar o manual de Ética e Ação em Caso de Pandemia, produzido em Maio de 2006 pela Organização Mundial de Saúde.

Se querem sobreviver, deixem deus de lado e usem a cabeça.

Ou esperem pelo jogral do Jornal Nacional dizendo que esta tudo sob controle. É só uma marolinha...

Em tempo: Senado, Câmara e Planalto possuem estoques emergênciais de Tamiflu. Seu posto de saúde tem?


Para saber mais (ou aquilo que os moleques da imprensa brasileira tem preguiça de procurar para informar você):

Terremotos e tempestades tropicais induzidas por eletromagnetismo e ondas gravitacionais

guerra geo-meteorológica

Oooops, chefe, errei a fórmula da vacina

O perigo do Tamiflu

Cientistas canadenses brilhantes fazendo merda em Janeiro de 2007

Mulheres e crianças....depois de mim, amigos!!! Relatório da Organização Mundial de Saúde sobre ação e ética em pandemias

Obama ganhou um presente de grego dos órgãos de segurança e espionagem dos EUA, duramente atacados pelas torturas durante o governo Bush