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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mutilação Genital Feminina: um crime contra a humanidade que fingimos não ver. Por Felipe B. #FGM

Esses 60 casos de mutilação genital descobertos só esse ano em uma escola na Suécia deixam claro que é preciso que os imigrantes entendam que se um país os aceita, suas bizarrices culturais, crenças religiosas e convenções sociais devem ficar no aeroporto. Entrou no país, respeite as leis da nação hospedeira. O segundo ponto é o papel das mulheres, que não apenas aceitam como são coniventes (e auxiliam) a realização dessas práticas.

Um manto de silêncio e a conveniência de usar o raciocínio "eu passei por isso, estou viva e tenho um marido provedor" estão acabando com a vida de meninas que vivem em outros países mas não podem usufruir da cultura e de sua existência plena.


Barbárie

Não custa lembrar que mutilação genital NÃO TEM nenhuma função útil. Não previne doenças, não impede violência sexual (pelo contrário) e provoca toda sorte de traumas psicológicos e físicos, além de enfermidades na vagina, útero e bexiga que podem levar ao óbito. A única função é a de tratar mulher como propriedade privada e perpetuar a dominação social e negação do gênero através do uso do corpo.

Quer viver a barbárie cultural? Permaneça em seu país de origem. Muitas dessas meninas foram mutiladas durante as férias, quando seus pais retornam com elas aos países de origem e aproveitam para fazer a mutilação, arrancando grelos, costurando vaginas, impedindo que essas meninas usem seus corpos para ter prazer. Na Suécia, mutilação genital da até 4 anos de cadeia, mesmo se realizada por cidadãos do país no exterior. Fico imaginando o que não acontece com certas meninas estrangeiras aqui mesmo no Brasil.



Vejam, 60 casos em apenas UMA escola. Se as autoridades da Suécia continuarem (e vão) suas buscas, encontrarão muito mais, em cidades ao longo do país. Agora multipliquem esse cenário pelos milhões de meninas em mais de 30 países que adotam a mutilação genital feminina como prática corrente e dentro da lei.


Alienação


Vi gente batendo palmas essa semana, na #2014FIFAWORLDCUPBRAZIL, para times de países que adotam a prática, como Costa do Marfim e Camarões. Muitos daqueles homens em campo não apenas acham aceitável, como apoiam a "tradição". Pior: Gana está aumentando a prática, com os homens da nova geração estimulados para perpetuá-la. E 1/4 das 130 milhões de mulheres em todo o planeta Terra. que sofrem mutilação genital vivem na Nigéria, a maior quantidade em apenas um país. Então, vão bater palmas para esses times também?   

Os países que apoiam as práticas de mutilação genital feminina deveriam ser banidos de toda e qualquer competição desportiva internacional. Da mesma forma, o mesmo tratamento deveria ser direcionado aos países que impedem a presença de mulheres em arenas esportivas, como o Irã.

Ficar calado e fingir que nada está acontecendo com mais de 100 milhões de mulheres é o melhor caminho? Duvido muito.

Em apenas uma escola, foram descobertos 60 casos de mutilação genital feminina na Suécia.

domingo, 30 de dezembro de 2012

2012: o ano do feminicídio ainda não terminou

Para ilustrar meu texto da semana passada sobre nossa hipocrisia ao olhar com revolta o estupro http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1208114-estagiaria-de-direito-morre-apos-suposto-estupro-em-sp.shtmlna India.

Somos piores, mas calamos nossas mazelas.

No blog Pai de Menina passei o ano falando sobre o feminicidio sistemático praticado em todas as classes sociais no Brasil.

Queria muito não ter que falar sobre esse tema em 2013.

Mas será impossível.

No caso da vítima de estupro no Brasil, a violência é multiplicada. É muito cruel uma mulher precisar provar que não provocou a agressão, muitas vezes, sendo tratada com desconfiança por outras mulheres.

Pode estar bebada e nua. Pode estar consciente e ter começado uma situação erótica. Não é não. Toda mulher tem o direito de parar o sexo na hora que quiser. Toda mulher tem o direito de não ter seu corpo violado.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quero Strauss-Kahn preso.

Sou pai de meninas e deixo claro que aprender e vivenciar os prazeres do próprio corpo e do corpo alheio é bom, na forma dos livros didáticos ou nas "embalagens" para o prazer que a vida vai apresentar. Uma coisa não é negociável: NÃO é NÃO. Nenhuma mulher ou homem poderá atropelar a vontade delas, não importando se serão caretas ou hardcore ou em que momento estiverem no intercurso sexual. Vida, sempre.