sábado, 14 de agosto de 2010

Crime e Castigo

Gostaria muito de não ter mais que escrever sobre pais que matam crianças. Não em 2010. Não no Rio de Janeiro. Não ao assassinato cometido por pessoas supostamente esclarecidas.

Que a morte dessa menina seja investigada a fundo e que não fique duvida sobre os culpados.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dia dos pais é o caralho (para ser gentil)

Nos últimos 15 anos a turma da publicidade tornou quase insuportável o mês de agosto, com essa onda de Dia dos Pais. Um saco, uma palhaçada sem tamanho. Me expliquem os motivos que levam uma pessoa a desejar ganhar furadeiras, cuecas e meias, passar horas na fila de um restaurante carioca, cheio de cariocas que falam aos berros e enchem a cara sem noção, para comemorar um dia, que se fosse de fato nosso, deveria ser utilizado para fazermos o que desejarmos, sem interrupção. Querem me dar presente, me paguem uma massagem e tá ótimo.

Mais bizarro é ter que que decidir a programação desse dia "festivo e especial" com uma semana de antecedência. Porra, e se der onda (e vai dar - to monitorando ess swell e não vou perder). E se eu acordar sem vontade de falar com ninguém? Vou ter que ir lá, todo pimpão, fazer festinha? Não. Chega. É o meu dia e vou fazer o que eu quiser.

O pior é o bombardeio nas crianças. Até na escola, que se diz preocupada com a consciência crítica das pequenas, inventaram um jeito de arrancar mais dinheiro da gente, criando um passeio para os pais, a 76 reais por cabeça. Uma visita guiada ao Maracanã e uma churrascaria na sequência. Ou seja, reprodução de estereótipos, pai macho, fá de futebol e churrasco. Eu nem sou amante de futebol e não compactuo com a existência daquele elefante branco, caindo aos pedaços.

Os sem noção esquecem que a escola fica em um bairro com duas reservas ecológicas, que poderiam ser tema de um passeio, uma caminhada, uma confraternização simples e gratuita. Mas não, as toupeiras preferem encher um ônibus fumacento, gerar um puta fooprint de carbono em um domingo, perder duas horas em deslocamento por regiões feias da cidade, te levam uma grana e ainda chamam isso de homenagem, Só podem estar de sacanagem.

Vou ter que conversar com minhas filhas. Não quero ve-las frustradas, mas não vou dizer que gosto de algo apenas para agradar a duplinha. Tivemos um mês ótimo, grudados. Viajamos juntos para um hotel-fazenda. enfim, verdadeiros dias dos pais (e filhos), sem obrigações comerciais e publicitárias.

Acredito que a escola deveria conversar com os pais antes de propor passeios para as crianças, gerando uma ansiedade absurda. Tô puto. E se os pais estiverem duros? E se o restaurante escolhido for de qualidade duvidosa? E se eu não quiser conversar com outros pais naquele dia? Vou reclamar formalmente.

Essas datas são todas um saco e desnecessárias, não acrescentam nada no ponto de vista social (se quero ver alguém, pego o telefone e combino um chope - não preciso que me digam quando devo ver os meus queridos e queridas).

Minhas filhas saberão onde me encontrar: na praia. E quem quiser me ver (ou homenagear) está convidado.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pelo direito de nascer sem sustos

Me choca a virulência e distorção da realidade nas palavras dos obstetras contra as doulas, reveladas em cartas para a Revista O GLOBO, em resposta a matéria publicada em 18 de Julho.
Não vejo tanta força ao criticar os próprios colegas médicos que deixam bebês morrerem enquanto ficam aos tapas no centro cirúrgico. Não vejo tanta força na hora de criticar a indústria do parto no Brasil, onde gestantes de primeira viagem são estimuladas a fazer cirurgias, ainda que tenham a vontade de fazer as coisas da maneira para a qual forem concebidas.

A medicalização do parto no Brasil trouxe excessos que precisam ser coibidos, principalmente no Rio de Janeiro, uma cidade onde se programam cesáreas como se fosse uma cirurgia plástica ou outro procedimento estético.

Não é a toa que os médicos obstetras brasileiros levaram o Brasil ao triste índice de recordista mundial em cirurgias cesarianas desnecessárias, de acordo com a OMS. Superamos o Chile, vejam só!

No Brasil 79,7% dos partos realizados na rede privada são cesarianas, segundo relatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com o mesmo estudo, o índice é de 27% na rede pública.

Os índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde, e praticados em nações culturalmente avançadas, ficam entre 10% e 15% do total de partos, mesmo assim em casos de extrema necessidade.

Aberração é parto com hora marcada ou mentiras em momento de fragilidade emocional sobre não dilatação, ausências de contrações ou a mais terrível e favorita dos médicos: enrolamento de cordão umbilical.

Falar em segurança para o bebê e propor anestesia é ignorar que ambiente hospitalar (pode ser chique, mas é muito mais sujeito a infecções graves) e anestesia aumentam em mais de 10 vezes os riscos para mãe e bebê.

Médicos sérios e com formação atualizada respeitam a mulher e a criança. Parece um cenário distante dos açougueiros natais cariocas.

Para ser primeiro mundo é preciso devolver as mulheres das próximas gerações o direito de escolha consciente, de informar-se antes de entrar na faca sem necessidade.

Sou pai de duas meninas, a primeira nascida de uma cesariana desnecessária. A segunda, nascida em casa, com todo o cuidado e carinho. E com a presença de uma equipe médica. E de uma doula fantástica.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pai de Menina na OVI Store

aqueles que usam celulares NOKIA agora poderão contar com uma maneira fácil de acompanhar as discussões e novidades do Pai de Menina. Nossa app está disponível -gratuitamente- na OVI store.

Basta clicar no link ao aldo para curtir Pai de Menina em qualquer lugar: http://store.ovi.com/content/48240

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A lição de respeito e amor ao próximo da Argentina

Enquanto no Brasil, gente letrada, informada e mesmo alguns infelizes leitores ocasionais deste do blog que se dizem da "area da saúde" (medo e vergonha alheia dessa gente que não se identifica de forma clara quando se comunica) ainda são mal-informados a ponto de atribuir AIDS e outras enfermidades a escolha sexual ou ao comportamento coletivo de um etnia, nossos vizinhos argentinos deram hoje um exemplo de civilidade e respeito ao ser humano, ao legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

POr aqui, os homossexuais ainda são assassinados sem muita punição, como se fosse um missão divina exterminar quem busca um cainho próprio para sua sexualidade. Cada vez que surge uma igreja oferecendo "cura" para homossexuais, meu nojo cresce. Será quem em 2010 ainda temos que aceitar que nossos filhos convivam com gente preconceituosa? Gente capaz de aceitar a morte de alguém apenas pelo fato dessa pessoa ter uma opnião ou opção sexual diferente?

Não. Não aceito.

Casais gays podem ser pais fantásticos: amorosos, respeitosos, gentis e humanos. Pais gays podem fazer muito mais por uma criança do que país biológicos que jogam filhos no lixo, literalmente. Não existe em nenhum país, com exceção da China, onde os relatos diários de crianças recém-nascidas encontradas em latas de lixo estejam no jornais e telejornais.

Facilitem a adoção por casais gays. Lutemos por isso.

Tomara quem breve sejamos capazes de decisões legais tão maduras e civilizadas como os argentinos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

E um peitinho de 16 anos revela outra faceta da hipocrisia brasileira


vê o fantasminha da censura passear pelos corredores mais conservadores da Nação. Querem proibir a atriz Malu Rodrigues, 16 anos e emancipada pelos pais, de mostrar o peitinho direito (só o direito) na peça Despertar da Primavera, em cartaz no Teatro Frei Caneca, em São Paulo.

No Rio, foi a mesma palhaçada.

Onde estava o Ministério Público na hora de proibir meninas de 7 anos de dançarem funk, Tchan e afins? Onde estava o Ministério Público na hora de punir a prostituição infantil na Rocinha e no Complexo do Alemão (ainda ativa, HOJE, 9 de julho de 2010 ?

E em São Paulo, onde está o Ministério Público que não vê pedintes de 16 anos seminuas trocando o corpo por crack na região da Rua Santa Ifigênia.

Um bando de hipócritas. Vão proibir o gozo e a siririca diária saudável de todas as meninas de 16 anos também? Coisa de quem não enxerga a vida dentro de suas próprias casas, e não acompanha a maturidade sexual de suas próprias filhas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

águas passadas

com as meninas crescendo rapidamente, cada vez mais espertas e curiosas, fica difícil não pensar em como protegê-las nos dias em que vivemos. Lembro que quando moleque eu estudava a mais de 30km de cas, andava de trem e ônibus pelos subúrbios cariocas (só fui morar na zona sul aos 14 anos de idade) e não existia o temor de ser violentado. Os meus maiores medo eram a mulher loira do banheiro e o bandido Mão Branca.

Não existia coleguinha armado na sala de aula e nada de funk sexista na voz das meninas. Talvez eu esteja ficando saudosista. Mas eu gostaria muito que as minha meninas pudessem viver a infância delas sem pressa e sem medo, como eu vivi.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dos relacionamentos abertos e suas consequências para os filhos: quando as coisas não dão certo

Essas últimas semanas tiveram o noticiário recheado de matérias sobre casais expondo seus filhos publicamente devido a problemas em suas condutas erótico-afetivas.

Uma preocupação comum em quem não adota o modelo monogâmico em seus casamentos é que as outras partes envolvidas tenham a mesma preocupação em manter o sigilo e o cuidado que as relações atípicas requerem.

Os homens, de forma geral, acabam comentado com alguém suas aventuras e suas conquistas. Algumas mulheres não agem de forma diferente ou com menor cuidado. O resultado do descuido pode ser uma exposição indesejável e pública de suas práticas íntimas.

Eu procuro deixar claro que não sou monogâmico. Não faço alarde nem apologia comportamental, mas tenho pouca paciência para lidar com hipocrisia. A parte chata é que nem sempre a outra parte envolvida tem liberdade ou transparência em suas relações. Isso acarreta em muitos desencontros quanto as intenções.

Vivenciamos um envolvimento intenso com uma mulher casada e popular no meio blogueiro. COm o agravante de estabelecermos uma relação de amizade entre as famílias. Evidentemente, havia intensidade erótica e estimulante baseada na premissa de que o cônjuge dela não sabia de nosso envolvimento. Contribuindo para o desastre, o bom e velho vacilo de manter registros de conversas digitais apimentadas, para lembrar depois (um erro básico).

Sim, nós homens e muitas mulheres apreciam esse jogo dúbio, de recriminar, mas brincar com o mito da traição. O problema surgiu quando eu passei a ser o responsável pela manutenção do segredo, uma vez que que sua prole poderia ser prejudicada caso o marido descobrisse.

Não seria totalmente descabido se eu fosse o único amante (como eu, ingenuamente, acreditava).

Não. Eram vários os amantes, mas apenas eu tinha o compromisso de manter o sigilo.

Não tenho problemas em deixar claro em minha estrutura familiar que namoramos outras pessoas, Mas com a história vivida, aprendi que, na medida do possível, é preciso averiguar se a outra parte tem as mesmas premissas de vida, de transparência em suas relações.

Longe de mim querer expor os filhos alheios ao escárnio público dos falsos moralistas. Mas não acredito ser justo engolir minhas verdades para ser guardião da mentira alheia.

Minha dica é: se quiserem brincar de viver sua sexualidade de forma livre, certifiquem-se de que os prováveis parceiros -principalmente se tiverem filhos-, estejam em sintonia quanto a forma de abordar a questão caso a relação seja revelada ou descoberta pelos filhos, parentes e amigos.


Manual de sobrevivência ao escândalo:

1) se descoberto, não negue. Tome as rédeas e afirme sua identidade no discurso.

2) se seus filhos tiverem idade para compreender, converse. Elabore o que vai dizer e assegure seu direito de viver sua sexualidade como quiser.

3) parentes tendem a julgar mais do que estranhos. Imponha limites claros a invasão. Para evitar a fofoca generalizada, proponha uma conversa aberta, sem acusações ou suposições. A vida e práticas sexuais do casal dizem respeito apenas ao casal.

4) se algo saiu da esfera pessoal e tornou-se público, mantenha a calma e não tente atitudes desesperadas de "limpar seu nome". A propagação é inevitável e diretamente proporcional às tentativas de apagar seus rastros. Assuma.

5) não produza provas contra você. antes e depois do problema. Acredite: nenhum vídeo, foto, texto, conversa em celular ou telefone fixo, torpedo e afins é seguro. Nenhum. Se você fez um vídeo de teor erótico e seus filhos já usam a internet é questão de tempo até terem contato com sua imagem "escondida". O mesmo vale para casais que utilizam sites de relacionamento para adultos ou frequentam ambientes liberais,como casa de swing e festas privadas. Alguém, sempre, vai registrar sua imagem e não adianta culpar os outros pela violação da sua privacidade.

6) um erro grave é achar que nossos filhos não tem interesse em assuntos sexuais ou práticas extremas. Se eles descobrirem de forma a sentirem-se traídos (o ciúme e repulsa em relação as sexualidade dos pais já existe mesmo que seja uma relação de monogamia tradicional), estabeleça o emprego de todos os recursos para recuperar a confiança deles. Isso inclui a ajuda de profissionais ligados a comportamento, como psicólogos e terapeutas familiares. Abandoná-los a própria sorte não trará benefício algum a nenhuma das partes envolvidas.

7) Nunca prometa que não repetirá suas práticas, sob pena de comprometer ainda mais a relação de confiança. Seja verdadeiro: se faz parte de sua existência um comportamento sexual diferente e particular, assuma. Não é preciso descer aos detalhes, mas mostre-se pleno no direito de viver sua vida de acordo com suas crenças.

8) Procure auxílio jurídico/legal se estiver sendo pressionado ou chantageado. Nunca negocie uma extorsão.

9) caso a ocorrência chegue ao ambiente profissional, não espere as diversas versões tomarem corpo. procure seu chefe direto e o departamento de recursos humanos da empresa para unificar a versão e seu posicionamento quanto ao ocorrido. Se você não feriu a lei ou as normas da empresa, aqueles que o colocarem em situação vexatória é que poderão sofrer algum tipo de advertência.

10) viva e deixe viver. Todos nós temos telhado de vidro. Evite atirar a primeira pedra, para que ela não se transforme em um bumerangue.

sábado, 12 de junho de 2010

de volta ao básico.

toda mulher tem o direito de viver. isso significa que nenhum homem pode matá-las por sentir-se perseguido. nenhum homem pode sair no tapa com outro na sala de parto (médicos? não, assassinos) para ter o direito ao repasse do SUS para fazer partos. nenhum homem pode deixar uma maca de hospital quebrada levar a vida de seu recém-nascido jogado de cabeça no chão frio da maternidade.

cesariana com a frequência que se faz no Brasil é doença. ter filho virou coisa de grife. e, infelizmente, as mulheres mais simples acabam copiando modelos de comportamento classe média.

no Rio de Janeiro é ainda pior. Falar em parto normal por aqui é absurdo. falar em parto domiciliar, te poe como alvo.

então, sou eu o louco por não querer que meu filho corra risco de infecção hospitalar ao nascer? sou eu o louco por não querer expor meu filho numa vitrine aquecida como se fosse um bife?

defendo as escolhas, lógico. mas também defendo a educação. o direito da mulher saber que cesearea é opcional em 95∞ dos casos. o direito de uma mãe humilde saber que não precisa gastar os tubos para medicalizar algo que é natural.

não queremos fingir que somos primeiro mundo? então, tá ai uma boa maneira de começarmos, banindo a cesárea desnecessária desse paizinho de merda, como já fizeram na Europa e nos EUA.

domingo, 6 de dezembro de 2009

boobs

E o primeiro sutia a gente nunca esquece. Parabens, filha amada.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Disque M para matar...mosquitos


seus problemas com mosquitos acabaram, desde que você tenha um...celular. to usando um programa chamado AntiGnat. ele emite uma frequencia em ultrasom que deixa os mosquitos e outrosnojentinhos longe de você. sem cheiro, sem química e sem o bla-bla-bla dos idiotas da secretaria de saúde do rio de janeiro. botei no quarto das meninas também. obntem dormir sem camisa(noossa) e de janela aberta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dos malas digitais



tem uns malas que usam a internet e são especializados em reviews de equipamentos eletrônicos, principalmente câmeras digitais. seu job é encontrar defeitos e concordarem uns com os outros que os melhores equipamentos são aqueles que ninguém pode comprar. preferem punhetar as máquinas com testes de performance e afins, num fetiche digital besta, do que sair e fotografar as dores e delícias do mundo. procuram pêlo em ovo. ruído na imagem, foco automático lento, fallta de estabilização de imagem, etc, etc. já imaginaram se cartier-bresseon fosse pensar nisso? jamais teria tirado uma foto sequer, perdendo tempo com ajustes e perfumaria.

uma das principais reclamções é sobre o grande número de tipos de cartões de memória utilizados em câmeras e dispositivos digitais. hoje em dia, todos amam o SDHC. minha câmera dSLR usa cartão CF (muito rápido para gravar e transferir imagens e robusto em campo) e xD (lento e raro, essa cria d Fuji Film e da Olympus está caindo em desuso). a câmera, uma Olympus E-420, tem dois slots para uso simultâneo. qual é a utilidade disso, perguntam os chatos, em tempos de cartões SDHC com 32 Gb?

como não sou burro para fotografar 32gb antes de fazer back up (uso cartões de 4gb, mais confiáveis e me fazem pensar antes de fotografar qualquer coisa, para não acumular lixo visual), fujo deste modismo. e descobri a utilidade do segundo slot (ausente da maioria das câmeras top de linha para amadores avançados, sejam point and shoot ou dSLR).

1) back up instântaneo - é quase impossível dois cartões darem pau ao mesmo tempo.

2) multiusuário -quando saio com minha filha e ela pede a câmera, faço ela usar o cartão xD, para preservar meu material e facilitar na hora da edição, quando basta ela copiar o que fotografou para a área de trabalho dela no macbook.

3) cabos esquecidos: meu leitor de cartões está com o slot do CF quebrado e sempre levo comigo o cabo específico da câmera, para backups e edições em trânsito. hoje (sábado) esqueci o cabo. como me salvei? copiei o material, na própria câmera, de um cartão para o outro. voilá.

além de ser a menor e mais leve dSLR do mundo (a Panasonic G1 não é uma dSLR - não tem prisma ou espelho -, como as revistas "especializadas" brasileiras andam bostejando), a olympus E-420 é uma ferramenta essencial para o fotógrafo de rua que não deseja ficar na mão em momentos cruciais. me permite fazer fotos de pessoas e coisas em movimento, impossíveis para as câmeras point and shoot (muito lentas) e sem viewfinder. é muito mias fácil ficar incognito na paisagem com a câmera perto do olho do que com o braço esticado lá na frente para fazer o enquadramento e a composição pelo LCD.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Padres católicos não ligam no dia seguinte: estão sempre presos.

Mais um padre preso por abuso de menores. E ainda tentou dar carteirada...Depois dizem que eu sou chato e recorrente, mas já fizeram a estatística de qual foi a categoria profissional que mais cometeu abuso sexual contra menores em 2009? Os padres ganham direto!!

Padre é preso e acusado de abusar de adolescente em Recife - O Globo
Source: oglobo.globo.com
RECIFE - Um padre foi preso na tarde desta quarta-feira no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no bairro do Curado, zona oeste do Recife. De acordo com a polícia, ele teria abusado de um menino de 14 anos. Josean Dantas Rolim, 51...

Mantos sagrados



Esses mantos, a camisa do Flamengo e o vestidinho da Totem representam formas de transmitir aspectos emocionais de geração em geração.

Fruto do trabalho genial de Fred D`Orey, um dos caras que eu mais admiro no planeta, o vestidinho Lia usou em seu terceiro aniversário e agora a mesma peça, com a mesma qualidade, veste Dora.

Fred sempre foi um cara original e convicto em suas escolhas e opniões. Essas pecas refletem não apenas seu carater, mas também suas viagens e exoeriências ao redor do mundo, asim como o respeito com quem entra em suas lojas para comprar. Nota 10.

Já o Flamengo...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Capotagens





Que tarde bizarra.

chuva intensa e vontade zero de ir até o centro da cidade buscar os celulares, ambos sendo reparados por uma loura opulenta que, em 2008, largou a formação em recursos humanos e descobriu um insuspeito talento para modificar celulare,s ao mesmo tempo em que rebola ouvindo funk aos berros no camelódromo da Uruguaiana, Centro do Rio.

Quando tomei coragem de sair da zona litorâneo-rural na qual resido (e finjo ser a Nova Zelândia) a chuva apertou. Decidi que iria assim mesmo. Pegaria o ônibus amarelo com ar condicionado gelado e janelas panorâmicas, que me permitiriam fotografar o infortúnio dos transeuntes, semi-afogados nas águas de julho.

Devorei uma barra de chocolate e esperei o glorioso ônibus amarelo, no seu ponto final.
Faço isso para não perder a chance de sentar no único banco me oferece a combinação de acomodar meu corpinho generoso e uma fantástica janela, quase imune a reflexos (as últimas fotos de praia que publiquei foram feitas através dessa janela).

Dez minutos dentro do ônibus e o motorista grita: “Caralho!”.

Tive tempo de ver uma sombra cinza voando, em um el rollo digno de Mike Stewart em “How To Bodyboarding” (lembram, velharada?) sobre os demais carros, sobre duas pistas da Avenida das Américas, em sucessivas cambalhotas, em uma espetacular capotagem.

Morte, com certeza. OK. desci do ônibus, sob a chuva. Câmera em punho.

Era um ator da Globo. Jovem estrela do cinema brasileiro. Um ator que eu admiro. Sou fã.

Sério. Sou fã de alguém que não sou eu.


Poxa, o cara estava em apuros. Apesar da gravidade do acidente, no qual seu carro (na verdade, era um Clio Sedã, não um carro), ficou totalmente destruído, saiu andando, ileso, como um piloto de F1 sob os gritos de Galvão Bueno.

Saquei minhas câmeras e comecei a clicar. Não chegaria a tempo de resgatar meus preciosos celulares. Precisava tornar o recém-criado engarrafamento em algo rentável, pois.

Algumas fotos de carro amassado depois, percebi que estava fotografando em RAW. Uhmmm, menos agilidade para editar e vender as fotos para os jornais cariocas.

E já eram 16:30. Os fechamentos são as 19:00. Correria. Tinha umas 200 pratas em fotos ali, quase o valor do reparo os celulares.

Começaram as dúvidas. O ator em questão era preto e talentoso demais para sair na Caras, na Contigo, na Ti-ti-ti, na Capricho ou outra publicação fútil qualquer.

Restavam os jornais diários e o RJ TV. Então, com a outra câmera, comecei a fazer uns videos, na medida certa para uma edição estúpida de telejornal. Poxa, já seriam 400 reais numa tarde de sexta. Nada mal para uma quase morte.

Logo percebi que o formato escolhido era 640x480. Droga! Eu tenho um compromisso formal em jamais gravar nada que não seja nativamente widescreen. Pausa para trocar os ajustes. Pronto. 854x480. HD de pobre.

Melhor agora. Vamos procurar ferimentos e o rosto assustado do ator que tanto admiro, nesse momento já sendo atendido na viatura do SAMU. Os PMs e paramédicos atrapalhando minha sightview.

Por trás de mim, xingamentos hipócritas sobre minha atividade: “paparazzo”, “urubu” (não sei se pela pele, por ser flamenguistas ou por espreitar a desgraça alheia com minhas lentes).

No final de semana anterior, tinha lido com gosto uma matéria sobre o talento do rapaz acidentado e sua recente devoção ao filho pequeno. A lembrança me fez procurar a cadeirinha no bacno traseiro. Dramático (criança, bicho, mulher nua.=jornalismo diário)

Tomei notas mentais sobre o local, hora e possíveis causas do acidente. Uma fatalidade.

Terminei a sessão de fotos e preparei-me para tentar vender aos coleguinhas das editorias de fotografia o material oportuno.

Ooops, com transmitir 700 MB de imagens? Sem o celular com 3G, sem o Blackberry e sem acesso público de alta velocidade.

Consegui mais algumas imagens tristes do ator, travei um breve diálogo com ele sobre seu estado de saúde e emocional e tomei outro ônibus, da mesma linha das janelas enormes e condicionador de ar gélido.

Lembrei do meu acidente, em 2004, no Paraná, em meu primeiro mês como editor-chefe de Quatro Rodas NITRO, também minha estréia em revistas, na Editora Abril, quando quase morri. Ao me perceber vivo e na ânsia de demonstrar responsabilidade, liguei para a redação. Atendeu o PCG. Claro e direto, perguntou como eu estava e pediu que eu não esquecesse de fotografar o carro destruído.

Teria sido melhor não fotografar. Passei meses sendo acusado pelos meusleitores de conduta irreponsável ao volante.

Decidi que não seria sacana com a história do acidente do ator.

A estratégia era editar as fotos no ônibus, conseguir uma conexão aberta enre um ponto de ônibus e outro e transmitir o conteúdo para cobrar depois.
Metadados ok, rating de imagens ok e conversão para JPEG ok.

Mas nada de conexão. Nem pensar em usar os créditos do SkypeOut. Shit!

Decidi esperar chegar em Copacabana, quando poderia transmitir as imagens de dentro do ônibus, utilizando para isso a rede pública de alta velocidade da praia, fantástica.

Editei as imagens, e comecei a preparar o texto de referência. “Jovem ator da Globo...”.

Ooops 2. Não tinha certeza do nome do cara. Não vejo muita TV. E, na verade, aquele jovem ator negro poderia ser outro cara. Da TV Record, talvez.

Sim, eu não sabia o nome de meu ídolo. Trouble.

A chuva apertou e o engarrafamento transformou-se em um happening inerte. Não chegaria mesmo no Centro a tempo de pegar os celulares, visitar as redações de O DIA e O GLOBO, e ainda mandar material para o RJ TV. Merda.

Desci no Leblon, na esperança de encontrar um bar com wifi, tomada 220 e chope preto gelado. Peregrinei na Ataulfo e sentei na boa e velha Pizzaria Guanabara. Tinha tomada, tinha chope preto, tinha Jack Daniels com pizza calabreza de botequim carioca, mas nada de wifi funcionando.

Em minha frente, um casal trocava saliva copiosamente, para desgosto da acompanhante deles, entediada por sua vida sexual sabotada por um corpo sem atrativos.

Ao meu lado, simpáticos cinquentões teciam os tradicionais comentários sobre a caretice da juventude atual. Só faltava aparecer o Domingos de Oliveira e aquela gostosa com quem ele contraiu matrimônio.

Relaxei.

Decidi que não venderia porra nenhuma. Já eram 19:30 quando parti atrás de um café. Achei uma loja do Vanilla Café, que em São Paulo SEMPRE está com o wifi ligado.

No Rio...Rá. Fala sério.

Escrevi estas linhas tortuosas e ainda não sei o nome do ator. Os coleguinhas das redações devem estar descendo no elevador, com máscaras no rosto contra a gripe suína, prontos para tomar chope e cheirar umas carreiras de cocaína.

Eu, espero o trânsito voltar ao normal e ir para casa.

São 20:20. Quando chegar em casa, quem vai capotar sou eu.

Boa noite.

PS - o ator é o genial e discreto Alexandre Rodrigues. Fica bem aí, cara.

PS1- o Rio Design Leblon tem um ótimo acesso rápido, jazz e poltronas de couro. Publiquei daqui. O chato é acharem que sou gringo. Saco.

PS2 - puta video game divertido.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

deus, o vaticano e a CNBB amam, veneram e protegem os padres pedófilos. você também?

temos filhos pequenos e gostamos de proteger nossa cria. alguns recorrem à palavra divina, a deus, a igreja, na tentativa de estabelecer relações entre o bem estar dos pequenos e a espiritualidade controlada pela empresa multinacional Vaticano Inc A.K.A, igreja católica para gente que ama deus.

meses atrás, alguns leitores, também pais, questionaram, com virulência típica de quem passou a vida sendo enganado e abusado, o meu posicionamento quanto ao ensino religioso institucional. quando falei mal do arcebispo que queria excomungar a familia e a menina de 9 anos que fora engravidada após sucessivos estupros no ambiente familiar.
na ocasião, o mesmo facínora religioso defendia o agressor.

ao mesmo tempo, sucessivos casos de violência sexual praticada por padres católicos, em todo o Brasil, tomaram conta do noticiário nos primeiros meses de 2009. Lembro que, tradicionalmente, o que chega a imprensa é apenas a ponta do iceberg, a cabecinha...

feito o levantamento dos últimos 10 anos apenas, vivemos um cenário de epidemia de violência sexual ligada ao ministério religioso. culpa apenas da igreja? não. culpa dos pais mal instruidos, que entregam a vida e integridade de seus filhos nas mãos de deus (ou em troca de perdão divino, cesta básica e alguns trocados para o crack e a cachaça).

ontem mais um padre pedófilo foi pego EM FLAGRANTE. Sul do Brasil.

o que o Estado brasileiro está esperando para romper com a igreja? para decretar uma profunda investigação nas instituições religiosas? rabo preso.

não é possível que tantos casos envolvendo apenas uma ocupação sejam tratados apenas como ponto fora da curva.
é sistemático. algo na formação desses doentes, ou ate mesmo na doutrina celibatária leva esses monstros de batina a treparem com os seu filho, a molestarem nossas filhas. sistematicamente.

onde estão os defensores dos direitos humanos, que adoram fazer passseatas, vestidos de branco (com a foto do filho mortinho estampada no peito) na orla carioca e abraçar a Lagoa pedindo o fim da violência contra a inocente classe média?

cade essa gente para ir as ruas protestar contra a violência da igreja contra as crianças brasileiras? será que ao serem violentadas por padres, elas foram menos vítimas ou sofreram violência menor do que o garoto arrastado pela rua preso a porta do carro roubado por meninos bandidos?

a turma que cresceu sob a batina vai esperar uma criança morrer empalada na pica de um padre famoso para fazer seu manifesto. tarde demais, como sempre.

hoje, é mais interessante fazer passeatas em favor dos iranianos. claro, não está acontecendo nada aqui no Brasil que justifique qualquer tipo de manifestação. está tudo bem com nossas crianças, protegidas pelas cercas elétricas das creches e condomínios e aconchegadas no banco de treas de nossos Tucsons enquanto dirigimos imprudentemente falando ao celular, espreitando o mundo real, (repleto de pretos perigosos, de funk e de coisas ruins) pelas frestas dos vidros escurecidos ou a prova de balas.

graças a deus

enquanto isso, a turma que não paga imposto, vive da exploração da pobreza, cultiva a ostentação e o luxo e goza (goza? sim, goza...) de e na nossa cara e de nossos filhos continua seu papel histórico de subjugar o próximo. com o seu apoio. com o seu dinheiro. com as missas que você frequenta e encomenda. com as aulas de catecismo que você financia, com o curso de batismo, com os casamentos de branco que não duram um ano.

tem vilão nessa história. nós sabemos quem são. está na hora de dar o troco. eu não vou ficar de braços cruzados esperando.

os omissos e covardes que esperem a putaria dos padres da igreja católica chegar até a pia batismal, na frente de vocês. com o filho de vocês.

amém.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os coleguinhas gostam de tragédias...

e esquecem de comentar que a pandemia de gripe suína acaba de atingir um nível de mutação inédito e toma conta da China.

A OMS vai declarar essa semana a perda e controle total sobre a doença.

Mas vamos chorar pela Air France antes....

terça-feira, 2 de junho de 2009

Apertem os cintos...o bom senso sumiu



Dani não gosta quando sugiro viajarmos separados com as crianças, quando o transporte é aéreo.
Sempre cedi, mas agora vai virar regra: cada um viaja com uma filha.
Por essa terras é tabu falar em morte, em precauçoes e prevenção. Traz energia, diriam os medrosos ou esotéricos de novela das 8.

Eu não quero que meus filhos fiquem orfãos de pai e mãe ao mesmo tempo.

Outras dirão: - mas pode acontecer com qualquer um, em qualquer lugar....

Pode. Mas não vai. Não sou qualquer um. Bilhete aéreo é caro pra cacete.

Nos últimos 30 anos a indústria aeronautica, aliada as companhias aéreas e a novidadeira indústria do turismo, gastaram os tubos tentanado nos convencer da segurança das viagens aéreas dentro de uma tempestade sobre o Oceano Atlântico.

Nunca foi seguro.

Bombardeados pela propaganda, que impoe aos leigos o mito da sofisticação tecnológica dos aviões como guardiã de nossa vida, achamos normal voar para la e para cá em grandes latas ocas de alumínio e plástico, recheadas,com gente e bagagem. Sustentando tudo isso, mais alumínio oco e cheio de gasolina de aviação. As asas...

Na cabine, tres figuras sobre as quais nada sabemos, até o speech antes da decolagem. Não tenho como saber se ele ou ela beberam antes de checar os sistemas do avião, se discutiram no trânsito, se estão com TPM, ou se descobriram algum caroço terminal ao lado de seus ativos e glamurosos genitais.

Os caras da Lei Seca deveriam fazer uma blitz nos hotéis nos quais se hospedam as tripulações, pouco antes de partirem para o comando de seus voos...

O fato é que comandantes de aeronaves trabalham muito e ganham pouco. As jornadas são absurdas, para a responsabilidade imposta ao cargo. E no caso do A330 (pioor no A350 E NO A380), por mais heroicos que sejam, sua ingerencia é limitada.

Mesmo bem treinado em emergências, no simulador, um piloto de A330 nada pode fazer se a aeronave perde o controle.
Os computadores assumem tudo. Ja vimos isso de perto, aqui em São Paulo (A320).


E semana passada uma turbulência fez um destes brinquedos de voar europes machucar 21 pessoas em voo da TAM vindo de Miami, muitos com fraturas sérias.

Projetado pelos europeus para ser mais barato, carregar mais gente e carga e gastar menos combustível, o A330 não pode se deixar levar pela razão humana. Ele é exato. Digital. 0 ou 1.

Não que eu seja purista, mas eu gosto da sensação e conforto que me traz enxergar dois manches tradicionais na cabine de um Boeing. Gosto de Boeings. Se eu pudesse, não voaria de Airbus.


- Pelo menos ele tentou me salvar, penso, agarrado ao meu salva-vidas laranja, lamentando o infortúnio do piloto e já ensaiado meu voice-over, sorumbático e fora de sincronia, para um documentário do Discovery Chanel.

No Airbus não tem jeito. São dois joysticks, como os de video game. A ligação com as superficies que fazem o avião voar são meramente digitias. Isso, Como esse teclado e seu mouse.

E você já deve ter percebido como os humanos costumam errar ao digitar...Mas o A330 não tem Maçã+Z nem Control+Alt+Del.



Minha mãe e minhas sobbrinhas são clientes desse voo da Air France, que sai do Brasil as 19h00. Nos últimos três meses fizeram esse trecho quatro vezes. Coisas de família que mora longe. MInha irmã mais velha e seus três filhos moram em Paris.

Não tem jeito, nem baldeação em Deodoro para o ramal Japeri. A solução é encarar o Galeão algumas vezes por ano.

Pelas estatísticas do setor aéreo, mais um trecho ainda em 2009 e entraremos no grupo de risco. Não é emocionante?

Minha mãe não liga.

Aos 83 anos, diz ter pouco a perder. Mas ela é café-com-leite, manhosa nesse negócio de voar, ano passado fez voo livre e alguns anos atrás embarcou naquele teco-teco que voa sobre o Everest, a meca do ar rarefeito, que mal tem oxigenio para fazer a explosão com a gasolina, para fazer funcionar o motor e para manter pressão negativa sob as asas.

Mas eu sou paranóico. Sim, vou viajar separado, com um dos filhos ao meu lado. O seguro de vida é do Bradesco, bonzinho mesmo.

Paradoxos. Na cabine de um A330 não existe nenhum aviso do tipo `COMO ESTOU DIRIGINDO? LIGUE PARA...`


Podemos esculachar o motorista do 584, do bbuzão da CVC (no meu tempo, era Soletur) mas temos um respeito idiota pelos caras e moças de quepe e uniforme com divisas. Como se não falhassem aos nos conduzir, respirando ar reciclado por 12 horas, comendo jantar requentado a 10 mil pes, sobre milhares de quilômetros de água.



É tão bacana morrer voando.

PS - Obama, Sarkozy e Lula, além do Papa, é claro, não mandaram condolências para as famílias das centenas de vítimas dos acidentes rodoviários com transportes coletivos que aconteceram no Brasil em 2009.

Alguém sabe o motivo? Deve ser o preço da passagem, que dá caráter diplomático ao cadáver, com protocolo oficial incluido e passagem (de volta) para o céu pela agência do Vaticano.

É mesmo chique morrer voando.

UPDATE - o jornal New York Times acaba de publicar uma reportagem na mesma sintonia do texto que escrevi. Não sou o único que sabe, e fala, dos riscos de voar o A330. Quem trabalha sendo conduzido por aquela "coisa" morre de medo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Papai, posso ir?



As meninas estão aproveitando, de forma intensa e motivada, as possibilidades de diversão e convivência na nova casa, na nova vizinhança. Agraciadoscom a melhor praia da cidade, boa parte dos moradores do bairro pretende evitar que o clima Miami (o qual detonou a Barra da Tijuca) destrua a qualidade de vida que encontramos no Recreio dos Bandeirantes.

Para aproveitar melhor os deslocamentos sem o uso de veiculos poluentes, Lia ganhou da avó materna uma nova bicicleta, aro 24. A diferença foi incrível. Acostumada a sua pequena aro 12, na qual pedalava em modo `mico de circo`, Lia agora vai para a escola de bike, evitando os ônibus mal cuidados e mal conduzidos.

Os sete quilômetros diários que ela pedala serão transformados em saúde e tempo para reflexão, coisa que toda menina precisa.

Mais uma forma de complemnetar uma vida mais saudável com a maturidade necessária para exercer o direito de ir e vir, aqui no violento Rio de Janeiro. Aos 8 anos de idade, minha mocinha já está apredendo que viver reclusa não é o melhor caminho para exercer sua cidadania.
Quem também ficou feliz foi Dora, que herdou uma bike com pedl, para substituir o seu bichiclo

Os próximos passos serão as aulas na escolinha de surfe e os treinos de Krav Maga, em um clube local.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Para quando as tietes de Obama tornarem-se viúvas




Desde 2007 eu venho alertando a turma para o absurdo hiperdimensional da eleição de Obama. Cada vez mais as pessoas parecem não ter nocão de como se faz uma eleição nos EUA, e caem feito patinhos nas armadilhas midiáticas.

Para parar de falarem besteira, sugiro a leitura de "Packagin the Presidency", escrito por Kathleen Hall Jamieson, Ph.D e que custa apenas 22 dólares na Amazon.com. No link acima vocês podem ler de graça. Sem desculpas então para continuar falando bobagem.


Aliás, o instituto para o qual esse mulher brilhante trabalha também estuda os efeitos maléficos da mídia sobre a formação intelectual e moral de nossos filhos.

Mesmo que você tenha respostas prontas do tipo "mas eu cresci vendo meu pai bater na minha mãe, foder a minha irmã mais nova, a porrada, racismo, homofobia e trairagem comendo solta no pica-pau, tom e jerry, coyote e trapalhões e sou uma ótima pessoa, não sou racista nem violento", vale a pena ler os artigos e refletir sobre aquilo que lhe parece óbvio, mas está longe de ser espontâneo.

Escrevam para o seu comentarista de política externa no seu jornal favorito e perguntem se ele já leu. Se a resposta for evasiva, saiba que vai continuar lendo e relendo bobagens pelas quais você paga 2 reais toda manhã na banca mais próxima.

Vários posts depois, o homem está eleito e aidna vejo brasileiros vestindo em seus fihotes camisetas com a estampa do presidente POP, como se fosse um santo salvador.

Burrice.

Obama é apenas o novo retrato da escravidão, da submissão travestida de poder, caminhando na corda bamba para cumprir a agenda branca da chefia.

Como já lembrei, sua primeira mediada foi intensificar a guerra no Afeganistão, aos custo de bilhões de dólares. Dinheiro esse que a máquina de guerra, dominad por oligarquias brancas (me apresentem um entre os 100 maiores fabricantes de armas de guerra do mundo que tenha seu board de diretores e conselheiros formado por negros e hispânicos democratas...perda de tempo, não vão achar).

Minha filha mais velha estava prestes a completar 8 anos ao ser contaminada pela sanha de tietagem que assolou o Brasil, mas pude conversar a tempo e explicar que Obama não é um herói dos pretos. E muito menos para os pretos brasileiros.

Joaquim Barbosa, nosso ministro no STJ, esse sim merece loas pelo seu posicionamento como homem, cidadão e magistrado. Mas não aprecia a ribalta, as luzes vazias da fama. Está certo ele. O melhor que ele pode fazer é tentar ajudar a educar esse país pela palavra e pelo trabalho.

Cade os designers brasileiros para fazerem uma estampa vetorial deste homem preto? Ah, ninguém? Pois é....Hype de preto gringo é mais style...



A última do escravão, que é odiado por parte da sociedade influente e pelo governo paralelo americano, (leia-se agências de informação - ainda traduzidas como de "intelgência" pelo tosco jornalismo tupiniquim - militares de alto escalão e a direita mais ortodoxa) é negar ao mundo e aos americanos o direito de ver as imagens que a suposta guerra ao teror produziu: torturta sádica, com pouco efeito na obtebção de informações valiosas para deter a suposta ameaça terrorista orquestarda pelo islamismo radical e bárbaro.

Os agentes do Islã são bárbaros. Nós não. Nós fizemos isso por você!!!! Essa é a mensagem de Obama.

Obama só não é mais pateta do que Lula, Chavez e Castro. É um alento.

Assim, quando converso com minha filha sobre o nosso papel no mundo, tenho a dura tarefa de não deixar que ela cultue mitos vazios, facilmente estampados em camisetas antes de mesmo de sequer terem trabalhado em prol de mehoras significativas para o seu próprio povo.

O cara acabou de completar 100 dias de governo e a mídia brasileira foi incapaz de tecer comentários relevantes sobre a nova geopolitica sob a luz de um mundo sem medo dos EUA. Sabe o que os grandes jornais fizeram? Mandaram os correspondentes internacionais fazerem fichamento dos semanários americanos.

Para o dia a dia, mais fácil é comprar o direto de artigos publicados no New York Times e Washington Post.

vou propor um exercício simples, para situar o leitor quando a importância do jornalismo brasileiro e suas opniões no mundo.

Visitem o site dos dois jornais citados e vejam quantas mateerias e reportagens de diários brasileiros foram publicadas e tiveram seus direitos comprados. Comparem agora com o jornal diário que você lê. Faça a mesma coisa: anote as matérias estrangeiras.

Conclusão: o jornalismo brasileiro é incapaz de ajudar seus leitores em formação a pensar o mundo. Nossas crianças vivem com a ilusão de que fazem parte de uma comunidade global. Acam isso só porque viram cenas de guerra em seu videogame favorito ambientadas em cidades brasileiras.

Ou será que é por causa do Google ter página em português e o Orkut ser dominado por brasileiros de cueca?

Um mundo onde pretos da Somália desafiam barco de guerra das mais poderosas nações do mundo e sequestram, toda semana, navios mercantes que navegam no oceano índico.
Puxa, que dor de cabeça para os professores que ensinam criancas que cresceram vendo no Fantástico e no Globo Repórter as criancas da Somália morrendo de fome e toneladas de ajuda obtidas em shows de rock gigantescos, regados a cocaína em bom mocismo de mullet, como aquele praticado pelo tosquinho do Bono Vox.

Aqueles pretinhos magricelos cresceram com acesso a técnicas de combate, desejos de consumo e acesso a internet.

Mas aqui no Brasi, país rico e culto, benchmark de nação bem sucedida, assuntos espinhosos não devem chegar a mesa das famílias. Devem ficar escondidos em notinhas no jornal de embrulhar peixe, com espaço menor do que a meningite estio "CARAS" do filho da Claudia Leite.

As fotos que ilustram esse post mostram a tortura que tanto abominamos em nosso discurso sendo praticada pelos criadores das marcas e hábitos de consumo que sustentamos nos últimos 40 anos.

We love the american way of life.