Mostrando postagens com marcador paternidade responsável. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paternidade responsável. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Vai conversar com sua filha agora ou vai esperar o sangue ser derramado?

No Brasil o cenário não é melhor do que na Índia quanto aos abusos sexuais em crianças. Principalmente da classe média para cima. Não vamos nos iludir. O relatório tem 82 páginas. Mas é leitura obrigatória para pais e mães, principalmente aqueles que estão decidindo agora se terão filhos.

Não procure ameaças fora de casa, apenas. Tente identificá-las em seu círculo seguro antes. Tapar o sol com a peneira não adiantará muito depois que os crimes acontecerem.

Vejam, não estou falando de meninas de 11, 12 anos que começaram a vida sexual de forma precoce, mas de maneira saudável e bem orientada, seja através da masturbação, seja através de relacionamentos eróticos-afetivos com outros meninos e meninas de faixa etária semelhante.

Nossas filhas usam a intenet, tem contato com as próprias sensações eróticas e conversam sobre o assunto na escola, com suas amigas. Sim, elas sabem o que acontece e o que as interessa. Somente não precisam tomar decisões antes que a própria vontade as conduiza a isso.

Fomos crianças e pré-adolescentes também. Temos nossas lembranças e sabemos bem como são as coisas...

Falo aqui do abuso sistemático e predatório de meninas de 2, 3, 4, 5 anos de idade, que é feito de maneira muitas vezes lenta e gradual, sempre com a coação, silenciosa ou não, como ferramenta.

Ficar em silêncio não ajuda em nada. Em nenhuma classe social.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

De pai para filho e de filho para pai

Minha irmã viu domingo, no bairro de Laranjeiras, Rio de janeiro, o Passat verde-oliva que pertencia ao meu pai antes do câncer fulminante tirar-lhe a vida. Era um xodó. O carro no qual ele me levava para surfar em Saquarema, em esquema bate-e-volta (em duas ocasiões, bate-e-fica mesmo, rsrs) épicos para um moleque de 12 anos. O carro que levava minha Garelli 3 de Guadalupe para Araruama. O carro que fervia o motor, mas um galão de água no porta-malas sempre salvava o dia, quando páravamos para comer pastel no topo daquela serrinha da Rodovia Amaral Peixoto. O carro no qual eu ouvia "Trem das Flores", de Caetano, quando passávamos por aquele túnel formado por árvores, perto de Bacaxá, marcante para que anos antes tinha visto o mesmo local no filme menino do Rio (Valente, indo de jipe para Saquá). O carro no qual refinei minha forma de guiar, anos depois. Aquele Passar era foda. Meu pai também. Após a morte de meu pai, em meus anos loucos, aquele Passat serviu até de viatura de auto-escola para muita gente boa na época da FACHA, né Rebecca Lockwood? (éramos corajosos, hahahah). Quando me casei, minha mãe doou o carro. Os documentos originais guardo até hoje. Hoje achei esse vídeo, um dos muitos realizados para as comemorações de 100 anos da Chevrolet, nos EUA. Me deu a maior vontade de fazer a mesma coisa que esse filho fez. Meu pai ficaria amarradão.