domingo, 6 de dezembro de 2009

boobs

E o primeiro sutia a gente nunca esquece. Parabens, filha amada.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Disque M para matar...mosquitos


seus problemas com mosquitos acabaram, desde que você tenha um...celular. to usando um programa chamado AntiGnat. ele emite uma frequencia em ultrasom que deixa os mosquitos e outrosnojentinhos longe de você. sem cheiro, sem química e sem o bla-bla-bla dos idiotas da secretaria de saúde do rio de janeiro. botei no quarto das meninas também. obntem dormir sem camisa(noossa) e de janela aberta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dos malas digitais



tem uns malas que usam a internet e são especializados em reviews de equipamentos eletrônicos, principalmente câmeras digitais. seu job é encontrar defeitos e concordarem uns com os outros que os melhores equipamentos são aqueles que ninguém pode comprar. preferem punhetar as máquinas com testes de performance e afins, num fetiche digital besta, do que sair e fotografar as dores e delícias do mundo. procuram pêlo em ovo. ruído na imagem, foco automático lento, fallta de estabilização de imagem, etc, etc. já imaginaram se cartier-bresseon fosse pensar nisso? jamais teria tirado uma foto sequer, perdendo tempo com ajustes e perfumaria.

uma das principais reclamções é sobre o grande número de tipos de cartões de memória utilizados em câmeras e dispositivos digitais. hoje em dia, todos amam o SDHC. minha câmera dSLR usa cartão CF (muito rápido para gravar e transferir imagens e robusto em campo) e xD (lento e raro, essa cria d Fuji Film e da Olympus está caindo em desuso). a câmera, uma Olympus E-420, tem dois slots para uso simultâneo. qual é a utilidade disso, perguntam os chatos, em tempos de cartões SDHC com 32 Gb?

como não sou burro para fotografar 32gb antes de fazer back up (uso cartões de 4gb, mais confiáveis e me fazem pensar antes de fotografar qualquer coisa, para não acumular lixo visual), fujo deste modismo. e descobri a utilidade do segundo slot (ausente da maioria das câmeras top de linha para amadores avançados, sejam point and shoot ou dSLR).

1) back up instântaneo - é quase impossível dois cartões darem pau ao mesmo tempo.

2) multiusuário -quando saio com minha filha e ela pede a câmera, faço ela usar o cartão xD, para preservar meu material e facilitar na hora da edição, quando basta ela copiar o que fotografou para a área de trabalho dela no macbook.

3) cabos esquecidos: meu leitor de cartões está com o slot do CF quebrado e sempre levo comigo o cabo específico da câmera, para backups e edições em trânsito. hoje (sábado) esqueci o cabo. como me salvei? copiei o material, na própria câmera, de um cartão para o outro. voilá.

além de ser a menor e mais leve dSLR do mundo (a Panasonic G1 não é uma dSLR - não tem prisma ou espelho -, como as revistas "especializadas" brasileiras andam bostejando), a olympus E-420 é uma ferramenta essencial para o fotógrafo de rua que não deseja ficar na mão em momentos cruciais. me permite fazer fotos de pessoas e coisas em movimento, impossíveis para as câmeras point and shoot (muito lentas) e sem viewfinder. é muito mias fácil ficar incognito na paisagem com a câmera perto do olho do que com o braço esticado lá na frente para fazer o enquadramento e a composição pelo LCD.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Padres católicos não ligam no dia seguinte: estão sempre presos.

Mais um padre preso por abuso de menores. E ainda tentou dar carteirada...Depois dizem que eu sou chato e recorrente, mas já fizeram a estatística de qual foi a categoria profissional que mais cometeu abuso sexual contra menores em 2009? Os padres ganham direto!!

Padre é preso e acusado de abusar de adolescente em Recife - O Globo
Source: oglobo.globo.com
RECIFE - Um padre foi preso na tarde desta quarta-feira no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no bairro do Curado, zona oeste do Recife. De acordo com a polícia, ele teria abusado de um menino de 14 anos. Josean Dantas Rolim, 51...

Mantos sagrados



Esses mantos, a camisa do Flamengo e o vestidinho da Totem representam formas de transmitir aspectos emocionais de geração em geração.

Fruto do trabalho genial de Fred D`Orey, um dos caras que eu mais admiro no planeta, o vestidinho Lia usou em seu terceiro aniversário e agora a mesma peça, com a mesma qualidade, veste Dora.

Fred sempre foi um cara original e convicto em suas escolhas e opniões. Essas pecas refletem não apenas seu carater, mas também suas viagens e exoeriências ao redor do mundo, asim como o respeito com quem entra em suas lojas para comprar. Nota 10.

Já o Flamengo...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Capotagens





Que tarde bizarra.

chuva intensa e vontade zero de ir até o centro da cidade buscar os celulares, ambos sendo reparados por uma loura opulenta que, em 2008, largou a formação em recursos humanos e descobriu um insuspeito talento para modificar celulare,s ao mesmo tempo em que rebola ouvindo funk aos berros no camelódromo da Uruguaiana, Centro do Rio.

Quando tomei coragem de sair da zona litorâneo-rural na qual resido (e finjo ser a Nova Zelândia) a chuva apertou. Decidi que iria assim mesmo. Pegaria o ônibus amarelo com ar condicionado gelado e janelas panorâmicas, que me permitiriam fotografar o infortúnio dos transeuntes, semi-afogados nas águas de julho.

Devorei uma barra de chocolate e esperei o glorioso ônibus amarelo, no seu ponto final.
Faço isso para não perder a chance de sentar no único banco me oferece a combinação de acomodar meu corpinho generoso e uma fantástica janela, quase imune a reflexos (as últimas fotos de praia que publiquei foram feitas através dessa janela).

Dez minutos dentro do ônibus e o motorista grita: “Caralho!”.

Tive tempo de ver uma sombra cinza voando, em um el rollo digno de Mike Stewart em “How To Bodyboarding” (lembram, velharada?) sobre os demais carros, sobre duas pistas da Avenida das Américas, em sucessivas cambalhotas, em uma espetacular capotagem.

Morte, com certeza. OK. desci do ônibus, sob a chuva. Câmera em punho.

Era um ator da Globo. Jovem estrela do cinema brasileiro. Um ator que eu admiro. Sou fã.

Sério. Sou fã de alguém que não sou eu.


Poxa, o cara estava em apuros. Apesar da gravidade do acidente, no qual seu carro (na verdade, era um Clio Sedã, não um carro), ficou totalmente destruído, saiu andando, ileso, como um piloto de F1 sob os gritos de Galvão Bueno.

Saquei minhas câmeras e comecei a clicar. Não chegaria a tempo de resgatar meus preciosos celulares. Precisava tornar o recém-criado engarrafamento em algo rentável, pois.

Algumas fotos de carro amassado depois, percebi que estava fotografando em RAW. Uhmmm, menos agilidade para editar e vender as fotos para os jornais cariocas.

E já eram 16:30. Os fechamentos são as 19:00. Correria. Tinha umas 200 pratas em fotos ali, quase o valor do reparo os celulares.

Começaram as dúvidas. O ator em questão era preto e talentoso demais para sair na Caras, na Contigo, na Ti-ti-ti, na Capricho ou outra publicação fútil qualquer.

Restavam os jornais diários e o RJ TV. Então, com a outra câmera, comecei a fazer uns videos, na medida certa para uma edição estúpida de telejornal. Poxa, já seriam 400 reais numa tarde de sexta. Nada mal para uma quase morte.

Logo percebi que o formato escolhido era 640x480. Droga! Eu tenho um compromisso formal em jamais gravar nada que não seja nativamente widescreen. Pausa para trocar os ajustes. Pronto. 854x480. HD de pobre.

Melhor agora. Vamos procurar ferimentos e o rosto assustado do ator que tanto admiro, nesse momento já sendo atendido na viatura do SAMU. Os PMs e paramédicos atrapalhando minha sightview.

Por trás de mim, xingamentos hipócritas sobre minha atividade: “paparazzo”, “urubu” (não sei se pela pele, por ser flamenguistas ou por espreitar a desgraça alheia com minhas lentes).

No final de semana anterior, tinha lido com gosto uma matéria sobre o talento do rapaz acidentado e sua recente devoção ao filho pequeno. A lembrança me fez procurar a cadeirinha no bacno traseiro. Dramático (criança, bicho, mulher nua.=jornalismo diário)

Tomei notas mentais sobre o local, hora e possíveis causas do acidente. Uma fatalidade.

Terminei a sessão de fotos e preparei-me para tentar vender aos coleguinhas das editorias de fotografia o material oportuno.

Ooops, com transmitir 700 MB de imagens? Sem o celular com 3G, sem o Blackberry e sem acesso público de alta velocidade.

Consegui mais algumas imagens tristes do ator, travei um breve diálogo com ele sobre seu estado de saúde e emocional e tomei outro ônibus, da mesma linha das janelas enormes e condicionador de ar gélido.

Lembrei do meu acidente, em 2004, no Paraná, em meu primeiro mês como editor-chefe de Quatro Rodas NITRO, também minha estréia em revistas, na Editora Abril, quando quase morri. Ao me perceber vivo e na ânsia de demonstrar responsabilidade, liguei para a redação. Atendeu o PCG. Claro e direto, perguntou como eu estava e pediu que eu não esquecesse de fotografar o carro destruído.

Teria sido melhor não fotografar. Passei meses sendo acusado pelos meusleitores de conduta irreponsável ao volante.

Decidi que não seria sacana com a história do acidente do ator.

A estratégia era editar as fotos no ônibus, conseguir uma conexão aberta enre um ponto de ônibus e outro e transmitir o conteúdo para cobrar depois.
Metadados ok, rating de imagens ok e conversão para JPEG ok.

Mas nada de conexão. Nem pensar em usar os créditos do SkypeOut. Shit!

Decidi esperar chegar em Copacabana, quando poderia transmitir as imagens de dentro do ônibus, utilizando para isso a rede pública de alta velocidade da praia, fantástica.

Editei as imagens, e comecei a preparar o texto de referência. “Jovem ator da Globo...”.

Ooops 2. Não tinha certeza do nome do cara. Não vejo muita TV. E, na verade, aquele jovem ator negro poderia ser outro cara. Da TV Record, talvez.

Sim, eu não sabia o nome de meu ídolo. Trouble.

A chuva apertou e o engarrafamento transformou-se em um happening inerte. Não chegaria mesmo no Centro a tempo de pegar os celulares, visitar as redações de O DIA e O GLOBO, e ainda mandar material para o RJ TV. Merda.

Desci no Leblon, na esperança de encontrar um bar com wifi, tomada 220 e chope preto gelado. Peregrinei na Ataulfo e sentei na boa e velha Pizzaria Guanabara. Tinha tomada, tinha chope preto, tinha Jack Daniels com pizza calabreza de botequim carioca, mas nada de wifi funcionando.

Em minha frente, um casal trocava saliva copiosamente, para desgosto da acompanhante deles, entediada por sua vida sexual sabotada por um corpo sem atrativos.

Ao meu lado, simpáticos cinquentões teciam os tradicionais comentários sobre a caretice da juventude atual. Só faltava aparecer o Domingos de Oliveira e aquela gostosa com quem ele contraiu matrimônio.

Relaxei.

Decidi que não venderia porra nenhuma. Já eram 19:30 quando parti atrás de um café. Achei uma loja do Vanilla Café, que em São Paulo SEMPRE está com o wifi ligado.

No Rio...Rá. Fala sério.

Escrevi estas linhas tortuosas e ainda não sei o nome do ator. Os coleguinhas das redações devem estar descendo no elevador, com máscaras no rosto contra a gripe suína, prontos para tomar chope e cheirar umas carreiras de cocaína.

Eu, espero o trânsito voltar ao normal e ir para casa.

São 20:20. Quando chegar em casa, quem vai capotar sou eu.

Boa noite.

PS - o ator é o genial e discreto Alexandre Rodrigues. Fica bem aí, cara.

PS1- o Rio Design Leblon tem um ótimo acesso rápido, jazz e poltronas de couro. Publiquei daqui. O chato é acharem que sou gringo. Saco.

PS2 - puta video game divertido.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

deus, o vaticano e a CNBB amam, veneram e protegem os padres pedófilos. você também?

temos filhos pequenos e gostamos de proteger nossa cria. alguns recorrem à palavra divina, a deus, a igreja, na tentativa de estabelecer relações entre o bem estar dos pequenos e a espiritualidade controlada pela empresa multinacional Vaticano Inc A.K.A, igreja católica para gente que ama deus.

meses atrás, alguns leitores, também pais, questionaram, com virulência típica de quem passou a vida sendo enganado e abusado, o meu posicionamento quanto ao ensino religioso institucional. quando falei mal do arcebispo que queria excomungar a familia e a menina de 9 anos que fora engravidada após sucessivos estupros no ambiente familiar.
na ocasião, o mesmo facínora religioso defendia o agressor.

ao mesmo tempo, sucessivos casos de violência sexual praticada por padres católicos, em todo o Brasil, tomaram conta do noticiário nos primeiros meses de 2009. Lembro que, tradicionalmente, o que chega a imprensa é apenas a ponta do iceberg, a cabecinha...

feito o levantamento dos últimos 10 anos apenas, vivemos um cenário de epidemia de violência sexual ligada ao ministério religioso. culpa apenas da igreja? não. culpa dos pais mal instruidos, que entregam a vida e integridade de seus filhos nas mãos de deus (ou em troca de perdão divino, cesta básica e alguns trocados para o crack e a cachaça).

ontem mais um padre pedófilo foi pego EM FLAGRANTE. Sul do Brasil.

o que o Estado brasileiro está esperando para romper com a igreja? para decretar uma profunda investigação nas instituições religiosas? rabo preso.

não é possível que tantos casos envolvendo apenas uma ocupação sejam tratados apenas como ponto fora da curva.
é sistemático. algo na formação desses doentes, ou ate mesmo na doutrina celibatária leva esses monstros de batina a treparem com os seu filho, a molestarem nossas filhas. sistematicamente.

onde estão os defensores dos direitos humanos, que adoram fazer passseatas, vestidos de branco (com a foto do filho mortinho estampada no peito) na orla carioca e abraçar a Lagoa pedindo o fim da violência contra a inocente classe média?

cade essa gente para ir as ruas protestar contra a violência da igreja contra as crianças brasileiras? será que ao serem violentadas por padres, elas foram menos vítimas ou sofreram violência menor do que o garoto arrastado pela rua preso a porta do carro roubado por meninos bandidos?

a turma que cresceu sob a batina vai esperar uma criança morrer empalada na pica de um padre famoso para fazer seu manifesto. tarde demais, como sempre.

hoje, é mais interessante fazer passeatas em favor dos iranianos. claro, não está acontecendo nada aqui no Brasil que justifique qualquer tipo de manifestação. está tudo bem com nossas crianças, protegidas pelas cercas elétricas das creches e condomínios e aconchegadas no banco de treas de nossos Tucsons enquanto dirigimos imprudentemente falando ao celular, espreitando o mundo real, (repleto de pretos perigosos, de funk e de coisas ruins) pelas frestas dos vidros escurecidos ou a prova de balas.

graças a deus

enquanto isso, a turma que não paga imposto, vive da exploração da pobreza, cultiva a ostentação e o luxo e goza (goza? sim, goza...) de e na nossa cara e de nossos filhos continua seu papel histórico de subjugar o próximo. com o seu apoio. com o seu dinheiro. com as missas que você frequenta e encomenda. com as aulas de catecismo que você financia, com o curso de batismo, com os casamentos de branco que não duram um ano.

tem vilão nessa história. nós sabemos quem são. está na hora de dar o troco. eu não vou ficar de braços cruzados esperando.

os omissos e covardes que esperem a putaria dos padres da igreja católica chegar até a pia batismal, na frente de vocês. com o filho de vocês.

amém.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os coleguinhas gostam de tragédias...

e esquecem de comentar que a pandemia de gripe suína acaba de atingir um nível de mutação inédito e toma conta da China.

A OMS vai declarar essa semana a perda e controle total sobre a doença.

Mas vamos chorar pela Air France antes....

terça-feira, 2 de junho de 2009

Apertem os cintos...o bom senso sumiu



Dani não gosta quando sugiro viajarmos separados com as crianças, quando o transporte é aéreo.
Sempre cedi, mas agora vai virar regra: cada um viaja com uma filha.
Por essa terras é tabu falar em morte, em precauçoes e prevenção. Traz energia, diriam os medrosos ou esotéricos de novela das 8.

Eu não quero que meus filhos fiquem orfãos de pai e mãe ao mesmo tempo.

Outras dirão: - mas pode acontecer com qualquer um, em qualquer lugar....

Pode. Mas não vai. Não sou qualquer um. Bilhete aéreo é caro pra cacete.

Nos últimos 30 anos a indústria aeronautica, aliada as companhias aéreas e a novidadeira indústria do turismo, gastaram os tubos tentanado nos convencer da segurança das viagens aéreas dentro de uma tempestade sobre o Oceano Atlântico.

Nunca foi seguro.

Bombardeados pela propaganda, que impoe aos leigos o mito da sofisticação tecnológica dos aviões como guardiã de nossa vida, achamos normal voar para la e para cá em grandes latas ocas de alumínio e plástico, recheadas,com gente e bagagem. Sustentando tudo isso, mais alumínio oco e cheio de gasolina de aviação. As asas...

Na cabine, tres figuras sobre as quais nada sabemos, até o speech antes da decolagem. Não tenho como saber se ele ou ela beberam antes de checar os sistemas do avião, se discutiram no trânsito, se estão com TPM, ou se descobriram algum caroço terminal ao lado de seus ativos e glamurosos genitais.

Os caras da Lei Seca deveriam fazer uma blitz nos hotéis nos quais se hospedam as tripulações, pouco antes de partirem para o comando de seus voos...

O fato é que comandantes de aeronaves trabalham muito e ganham pouco. As jornadas são absurdas, para a responsabilidade imposta ao cargo. E no caso do A330 (pioor no A350 E NO A380), por mais heroicos que sejam, sua ingerencia é limitada.

Mesmo bem treinado em emergências, no simulador, um piloto de A330 nada pode fazer se a aeronave perde o controle.
Os computadores assumem tudo. Ja vimos isso de perto, aqui em São Paulo (A320).


E semana passada uma turbulência fez um destes brinquedos de voar europes machucar 21 pessoas em voo da TAM vindo de Miami, muitos com fraturas sérias.

Projetado pelos europeus para ser mais barato, carregar mais gente e carga e gastar menos combustível, o A330 não pode se deixar levar pela razão humana. Ele é exato. Digital. 0 ou 1.

Não que eu seja purista, mas eu gosto da sensação e conforto que me traz enxergar dois manches tradicionais na cabine de um Boeing. Gosto de Boeings. Se eu pudesse, não voaria de Airbus.


- Pelo menos ele tentou me salvar, penso, agarrado ao meu salva-vidas laranja, lamentando o infortúnio do piloto e já ensaiado meu voice-over, sorumbático e fora de sincronia, para um documentário do Discovery Chanel.

No Airbus não tem jeito. São dois joysticks, como os de video game. A ligação com as superficies que fazem o avião voar são meramente digitias. Isso, Como esse teclado e seu mouse.

E você já deve ter percebido como os humanos costumam errar ao digitar...Mas o A330 não tem Maçã+Z nem Control+Alt+Del.



Minha mãe e minhas sobbrinhas são clientes desse voo da Air France, que sai do Brasil as 19h00. Nos últimos três meses fizeram esse trecho quatro vezes. Coisas de família que mora longe. MInha irmã mais velha e seus três filhos moram em Paris.

Não tem jeito, nem baldeação em Deodoro para o ramal Japeri. A solução é encarar o Galeão algumas vezes por ano.

Pelas estatísticas do setor aéreo, mais um trecho ainda em 2009 e entraremos no grupo de risco. Não é emocionante?

Minha mãe não liga.

Aos 83 anos, diz ter pouco a perder. Mas ela é café-com-leite, manhosa nesse negócio de voar, ano passado fez voo livre e alguns anos atrás embarcou naquele teco-teco que voa sobre o Everest, a meca do ar rarefeito, que mal tem oxigenio para fazer a explosão com a gasolina, para fazer funcionar o motor e para manter pressão negativa sob as asas.

Mas eu sou paranóico. Sim, vou viajar separado, com um dos filhos ao meu lado. O seguro de vida é do Bradesco, bonzinho mesmo.

Paradoxos. Na cabine de um A330 não existe nenhum aviso do tipo `COMO ESTOU DIRIGINDO? LIGUE PARA...`


Podemos esculachar o motorista do 584, do bbuzão da CVC (no meu tempo, era Soletur) mas temos um respeito idiota pelos caras e moças de quepe e uniforme com divisas. Como se não falhassem aos nos conduzir, respirando ar reciclado por 12 horas, comendo jantar requentado a 10 mil pes, sobre milhares de quilômetros de água.



É tão bacana morrer voando.

PS - Obama, Sarkozy e Lula, além do Papa, é claro, não mandaram condolências para as famílias das centenas de vítimas dos acidentes rodoviários com transportes coletivos que aconteceram no Brasil em 2009.

Alguém sabe o motivo? Deve ser o preço da passagem, que dá caráter diplomático ao cadáver, com protocolo oficial incluido e passagem (de volta) para o céu pela agência do Vaticano.

É mesmo chique morrer voando.

UPDATE - o jornal New York Times acaba de publicar uma reportagem na mesma sintonia do texto que escrevi. Não sou o único que sabe, e fala, dos riscos de voar o A330. Quem trabalha sendo conduzido por aquela "coisa" morre de medo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Papai, posso ir?



As meninas estão aproveitando, de forma intensa e motivada, as possibilidades de diversão e convivência na nova casa, na nova vizinhança. Agraciadoscom a melhor praia da cidade, boa parte dos moradores do bairro pretende evitar que o clima Miami (o qual detonou a Barra da Tijuca) destrua a qualidade de vida que encontramos no Recreio dos Bandeirantes.

Para aproveitar melhor os deslocamentos sem o uso de veiculos poluentes, Lia ganhou da avó materna uma nova bicicleta, aro 24. A diferença foi incrível. Acostumada a sua pequena aro 12, na qual pedalava em modo `mico de circo`, Lia agora vai para a escola de bike, evitando os ônibus mal cuidados e mal conduzidos.

Os sete quilômetros diários que ela pedala serão transformados em saúde e tempo para reflexão, coisa que toda menina precisa.

Mais uma forma de complemnetar uma vida mais saudável com a maturidade necessária para exercer o direito de ir e vir, aqui no violento Rio de Janeiro. Aos 8 anos de idade, minha mocinha já está apredendo que viver reclusa não é o melhor caminho para exercer sua cidadania.
Quem também ficou feliz foi Dora, que herdou uma bike com pedl, para substituir o seu bichiclo

Os próximos passos serão as aulas na escolinha de surfe e os treinos de Krav Maga, em um clube local. video

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Para quando as tietes de Obama tornarem-se viúvas




Desde 2007 eu venho alertando a turma para o absurdo hiperdimensional da eleição de Obama. Cada vez mais as pessoas parecem não ter nocão de como se faz uma eleição nos EUA, e caem feito patinhos nas armadilhas midiáticas.

Para parar de falarem besteira, sugiro a leitura de "Packagin the Presidency", escrito por Kathleen Hall Jamieson, Ph.D e que custa apenas 22 dólares na Amazon.com. No link acima vocês podem ler de graça. Sem desculpas então para continuar falando bobagem.


Aliás, o instituto para o qual esse mulher brilhante trabalha também estuda os efeitos maléficos da mídia sobre a formação intelectual e moral de nossos filhos.

Mesmo que você tenha respostas prontas do tipo "mas eu cresci vendo meu pai bater na minha mãe, foder a minha irmã mais nova, a porrada, racismo, homofobia e trairagem comendo solta no pica-pau, tom e jerry, coyote e trapalhões e sou uma ótima pessoa, não sou racista nem violento", vale a pena ler os artigos e refletir sobre aquilo que lhe parece óbvio, mas está longe de ser espontâneo.

Escrevam para o seu comentarista de política externa no seu jornal favorito e perguntem se ele já leu. Se a resposta for evasiva, saiba que vai continuar lendo e relendo bobagens pelas quais você paga 2 reais toda manhã na banca mais próxima.

Vários posts depois, o homem está eleito e aidna vejo brasileiros vestindo em seus fihotes camisetas com a estampa do presidente POP, como se fosse um santo salvador.

Burrice.

Obama é apenas o novo retrato da escravidão, da submissão travestida de poder, caminhando na corda bamba para cumprir a agenda branca da chefia.

Como já lembrei, sua primeira mediada foi intensificar a guerra no Afeganistão, aos custo de bilhões de dólares. Dinheiro esse que a máquina de guerra, dominad por oligarquias brancas (me apresentem um entre os 100 maiores fabricantes de armas de guerra do mundo que tenha seu board de diretores e conselheiros formado por negros e hispânicos democratas...perda de tempo, não vão achar).

Minha filha mais velha estava prestes a completar 8 anos ao ser contaminada pela sanha de tietagem que assolou o Brasil, mas pude conversar a tempo e explicar que Obama não é um herói dos pretos. E muito menos para os pretos brasileiros.

Joaquim Barbosa, nosso ministro no STJ, esse sim merece loas pelo seu posicionamento como homem, cidadão e magistrado. Mas não aprecia a ribalta, as luzes vazias da fama. Está certo ele. O melhor que ele pode fazer é tentar ajudar a educar esse país pela palavra e pelo trabalho.

Cade os designers brasileiros para fazerem uma estampa vetorial deste homem preto? Ah, ninguém? Pois é....Hype de preto gringo é mais style...



A última do escravão, que é odiado por parte da sociedade influente e pelo governo paralelo americano, (leia-se agências de informação - ainda traduzidas como de "intelgência" pelo tosco jornalismo tupiniquim - militares de alto escalão e a direita mais ortodoxa) é negar ao mundo e aos americanos o direito de ver as imagens que a suposta guerra ao teror produziu: torturta sádica, com pouco efeito na obtebção de informações valiosas para deter a suposta ameaça terrorista orquestarda pelo islamismo radical e bárbaro.

Os agentes do Islã são bárbaros. Nós não. Nós fizemos isso por você!!!! Essa é a mensagem de Obama.

Obama só não é mais pateta do que Lula, Chavez e Castro. É um alento.

Assim, quando converso com minha filha sobre o nosso papel no mundo, tenho a dura tarefa de não deixar que ela cultue mitos vazios, facilmente estampados em camisetas antes de mesmo de sequer terem trabalhado em prol de mehoras significativas para o seu próprio povo.

O cara acabou de completar 100 dias de governo e a mídia brasileira foi incapaz de tecer comentários relevantes sobre a nova geopolitica sob a luz de um mundo sem medo dos EUA. Sabe o que os grandes jornais fizeram? Mandaram os correspondentes internacionais fazerem fichamento dos semanários americanos.

Para o dia a dia, mais fácil é comprar o direto de artigos publicados no New York Times e Washington Post.

vou propor um exercício simples, para situar o leitor quando a importância do jornalismo brasileiro e suas opniões no mundo.

Visitem o site dos dois jornais citados e vejam quantas mateerias e reportagens de diários brasileiros foram publicadas e tiveram seus direitos comprados. Comparem agora com o jornal diário que você lê. Faça a mesma coisa: anote as matérias estrangeiras.

Conclusão: o jornalismo brasileiro é incapaz de ajudar seus leitores em formação a pensar o mundo. Nossas crianças vivem com a ilusão de que fazem parte de uma comunidade global. Acam isso só porque viram cenas de guerra em seu videogame favorito ambientadas em cidades brasileiras.

Ou será que é por causa do Google ter página em português e o Orkut ser dominado por brasileiros de cueca?

Um mundo onde pretos da Somália desafiam barco de guerra das mais poderosas nações do mundo e sequestram, toda semana, navios mercantes que navegam no oceano índico.
Puxa, que dor de cabeça para os professores que ensinam criancas que cresceram vendo no Fantástico e no Globo Repórter as criancas da Somália morrendo de fome e toneladas de ajuda obtidas em shows de rock gigantescos, regados a cocaína em bom mocismo de mullet, como aquele praticado pelo tosquinho do Bono Vox.

Aqueles pretinhos magricelos cresceram com acesso a técnicas de combate, desejos de consumo e acesso a internet.

Mas aqui no Brasi, país rico e culto, benchmark de nação bem sucedida, assuntos espinhosos não devem chegar a mesa das famílias. Devem ficar escondidos em notinhas no jornal de embrulhar peixe, com espaço menor do que a meningite estio "CARAS" do filho da Claudia Leite.

As fotos que ilustram esse post mostram a tortura que tanto abominamos em nosso discurso sendo praticada pelos criadores das marcas e hábitos de consumo que sustentamos nos últimos 40 anos.

We love the american way of life.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Horizonte limitado




Ilustração com meus amores - Lia, Dora e Dani, em nossa praia: procurando informação e esperança em horizonte sombrio.
Foto: Felipe B 04/2009


Leitores do Blue Bus ficaram indgnados com o tom da imprensa brasileira, taxando-a de sensacionalista. Mas foram burros o bastante para comparar a ameaça de febre amarela, em 2007 e 2008, com a pandemia de swine flu (parece nome de banda indie ou de torcida jovem de time de futebol carioca).

A galera só consegue pensar até chegar a Búzios, e ignora que o norte do Brasil - já são 84 mil desabrigados apenas no Maranhão, a maioria crianças e jovens - está enfrentando a maior enchente dos últimos 50 anos (previamente anunciada pelo INPE e solenemente ignorada pela dupla Lula/Dilma, em turnê caça-votos pelo país).

Alguma dúvida que a porta de entrada do caos será por lá?

Conversar com nossos filhos e prepará-los para o choque de desinformação também é uma boa maneira de nos exercitarmos para enfrentar o ar blase dos fiscais da mídia diante do infortúnio.

Quando professores de primeiro grau possuem apenas as mal traçadas linhas dos jornais para se tornarem multiplicadores de informação, a coisa fica ainda mais perigosa.

MInha filha de 8 anos estuda em escola municipal, aqui no Rio de Janeiro. Imaginem como comunicar a boa parte da turma, aqueles que moram diante de um valão sem saneamento básico, com esgoto a céu aberto, que eles deverão mudar hábitos simples e corriqueiros de forma IMEDIATA.

Na zona oeste do Rio, porcos são animais criados em pequenos quintais, juntamente com outro bichinhos, sejam de estimação ou de consumo, como galinhas.

Será que as pessoas que juraram informar e fazer pensar não conseguem perceber que a menos de 10 km de suas casas existe a combinação PORCO+GALINHA+FALTA DE HIGIENE+CUMPRIMENTOS CALOROSOS+NÃO TO NEM AI generalizado?

A mulher que trabalha aqui em casa cozinhando e cuidando de minhas filhas mora no térreo do meu predio (é mulher do zelador) e desfruta do mesmo nível de saneamento que os demais moradores.

Eu estou tranquilo. Mas muitas das empregadas domésticas que frequentam outras senzalas da classe média moram em locais insalubres.

Se adicionarmos o quesito diversão, que, constantemente, adiciona a frequência a lugares LOTADOS e nada arejados, como um bom baile funk, no qual até 1500 jovens, trepam, dançam, fumam, transpiram a rodo, com proteção zero, já dá pra imaginar que as supostas 90 milhões de doses de Tamiflu que o Ministério da Saúde jura ter em estoque (é mentira!!!!!) não serão suficientes para atender a popiulação brasileira, mais notadamente, a ribeirinha, no norte do Brasil.

Vamos começar a ver a quantidade de ghosts aumentar nos perfis do Orkut...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripe suína? Blame Canada!!

Durante boa parte dos anos 90 eu cuidei da programação do canal a cabo Multishow. Nossa equipe curtia muito sacanear os canadenses, motivados pelo mote de Eric Cartman, o personagem gordinho filho de uma puta (literalmente -a mãe dele era super vadia).

O tempo passou e o desenho animado perdeu sua força iconoclasta. Mas não é que o pequeno Cartman tinha razão?

Em meio a histeria relativa a gripe suína (acreditem, se a imprensa falasse realmente do que se trata, a maioria das pessoas enlouqueceria), poucos procuraram fazer o link com as últimas manifestações do H1N1 vírus causador da influenza. Pesquisar? Para que, se o O GLOBO e a FOLHA publicam infográficos com tudo que eu preciso saber? Não, melhor, só acredito na doença depois que sair na VEJA.

Bem, hoje, 26/4/2009, a deserta Cidade do México foi sacudida por um terremoto forte. Tudo parado. Forças de defesa civil mobilizadas para conter a gripe. Heheheh. Ah, coincidência...Claro...O HAARP é bobagem.

Em 13/4/2009 surgiram as primeiras mortes suspeitas na capital mexicana.

Em 17/4/2009, o departamento de estado e os orgãos de informação dos EUA deixaram Obama visitar a capital mexicana e ser ciceroneado pelo arqueólogo mais importante do México, Felipe Solis. Felipe Solis morreu de pneumonia (um dos sintomas da gripe suina) em...23/04/2009.

Segundo o governo mexicano, Solis já estava com pneumonia antes do surto de gripe suína. É claro que a política de segurança dos EUA permite que o presidente passe horas recebendo perdigotos e abraços de um cientista mexicano com doença respiratória, mesmo sabendo que a doença já matava no México desde o dia 13/4/2009.

Sequer traçaram um mapa relacionando com quem Solis conversou ou onde esteve em meados de março e abril de 2009. Natural.

Foram mais sutis ao matar Kennedy.

Ah, vocês não prestaram atenção nem ligaram os fatos ao ler os jornais? Que pena...Dilma, né?

Também ficou com pena dela e vai mudar seu voto? O mundo que se foda...

Tivemos a gripe das aves, na Ásia, Africa e Europa. A América enfrentou versões mais simples e menos letais da virose nos últimos cinco anos.

No Brasil, dengue, febre amarela e malária dominaram os noticiários. Em época de eleição, nos convenceram com carros fumaçê, desempregados não qualificados, travestidos em agentes de saúde, espalhando pozinho venenoso em nossos pneus velhos e vasos de planta. Alé, é claro, de propagandas caríssimas de TV. Tudo para provar que as administrações federal, estadual e municipal lutaram bravamente na prevenção contra essas enfermidades.

Bullshit!

O que importa mesmo é o cancer no suvaco da Dilma...Que peninha, não é? Mulher tão inocente sofrendo assim....

Pacifistas como somos, ignoramos em nossa grande maioria, os produtos destinados a guerra desenvolvidos em laboratórios civis e militares.

Guerra biológica é um tabu. Coisa de ficção científica. Manipulação geológica e meteorológica, como armas de destruição em massa, absurdos. É melhor acreditar no Tarô, Dr. Fritz e deus. Esses, sim, são repletos de credibilidade.

Mas você que tem parentes próximos nas forças armadas, pergunte com carinho sobre o assunto e prepare-se para ficar enojado com o que é possível fazer para matar seres humanos.

Nada disso é novo. Em 1918 a Alemanha conseguiu fazer o mundo provar o gostinho de produzir uma cepa de vírus capaz de matar 50 milhões de pessoas. Como não existia o fenômeno midiático de hoje, a coisa é difícil de ser contada por nossos parentes mais velhos. O único holocausto que nos é permitido lembrar é o de judeus nos anos 40, esse sim fundamental para a consolidação do sionismo.

Mas onde entram os canadenses nessa história? Em Janeiro de 2007, alguns dos melhores biogeneticistas canadenses decidiram estudar a composição do vírus da influenza responsável pela pandemia de 1918. Como não existiam tecidos humanos preservados da época, a única alternativa foi exumar um cadáver preservado em permafrost (um tipo de solo comum no norte do Canadá, com características que retardam o apodrecimento de tecidos animais), de uma vítima da gripe na época.

Se alguem ai lembra das aulas de biologia da escola, os vírus são a forma mais simples de vida e a mais facilmente manipulável para mutações geneticas. Uma vez inoculado em um hospedeiro, recombina seu DNA com o de outras cepas de forma quase imediata. Lindo mecanismo de sobrevivência.). Os canadenses reativaram um vírus de influenza e inocularam em macacos, assim poderiam saber que sintomas e reações o vírus provocava em mamiferos.

O resultado foi que em 24 horas os macacos tiveram o tecido da faringe e laringe destruídos (garganta, gente, garganta). A morte vinha em 48 horas, com a reação do sistema imunológico. Produzir enzimas e hormônios capazes de destruir os orgãos afetados. A pessoa morre afogada em seu prórpio sangue. Felizes da vida, os gênios canadenses divulgaram seus estudos, mas esqueceram de destruir a cepa.

Para encurtar uma história longa, enquanto o mundo era engabelado pela CNN, FOX, TV Globo e outras fontes de (des)informação com o esforço do governo Bush em encontrar armas de destruição em massa no no Oriente Médio, a turma do terror conseguiu a cepa e produziu um belo cenário de contaminação: liberar o virús na primavera de uma das cidades mais populosas do mundo, centro turístico mundial, aeroporto que é hub internacional, com cultura calorosa e propícia ao toque e aos beijinhos na face. E, principalemnte, vital para economia americana, com a fronteira aberta para os escravos mexicanos limparem as latrinas dos WASPS.

Resultado da cagada canadense: a Organização Mundial de Saúde estima que a gripe suína vá provocar 210 milhões de mortes.

Nossos filhos pequenos e nossas mães e avós que nos sustentam e tomam conta dos nossos pequenos de classe média não são as principais vítimas. O foco é matar homens entre 20 e 40 anos. Sim, aqueles que vão as frentes de batalha, que estão a frente das decisões e ações na maioria das grandes economias mundiais.

Nossos amigos da guerra conseguirm isso usando inteligência e baixa tecnologia: inocularam porcos com as versões humanas do H1N1, mais a aviária (reconhecidamente letal e capaz de infectar outros animais) e a dos porcos, com cepas asiáticas e europeias. O próprio porco serve de laboratório, recombinando o DNA dessas cepas com extrema facilidade. Outra característica interessante é o fato da versão suina da gripe ser transmissível pelo toque e contato com animais infectados, além de se propagar com eficácia por via aérea. Se alguém contaminado tocar em maçanetas, copos, alças de transportes públicos, corrimão ou espirrar no elevador, contaminação provável, em taxas acima de 90% de eficácia.

Arma perfeita.

Cidade de México: 20 milhões de habitantes, saneamento básico ridículo, metro e ônibus lotados, estádios lotados, missas lotadas, comida de rua, "perros" abandonados, suínos em criação doméstica e turístas descuidados procurando situações e experiências de vida exóticas.

Combine com a mais poderosa corrente do narcotráfico mundial implementando uma guerra que ja dura 7 meses na fronteira com as EUA e começando a ser combatida pela política flaciosa de Obama, o novo escravo do capital. Resultado: morte, em grande escala.

Relaxe. Não pode fazer nada além de evitar clubes de swing e outras muvucas (final do Estadual no Maraca nem pensar...), lavar bem as mãos, usar máscaras e luvas cirúrgicas no dia a dia. Uma espécie de Michael Jackson Cover, sem pedofilia.

Remédio?

Vacina nem pensar, e o único antiviral capaz de ameaçar o vírus é o Tamiflu, patenteado pela Roche e pouco disponível no planeta, abaixo da linha do Equador. Ainda assim, os efeitos colaterais podem levar a morte. A vrsão pediatrica tem uma taxa de sinistro menor, mas é igualmente perigosa. E cara.

Aqueles que engendraram esse ataque ainda foram espertos para entender que culturas com a brasileira e americana terão demora a entender que homens adultos deverão ser tratados ANTES de mulheres e crianças. Que utensílios domésticos contaminados, assim como roupas, deverão ser destruídos com calor acima de 71 graus.

Morrer, ok? Mas queimar minha calça da Diesel que custou 1500 reais nem pensar. Isso é coisa de pobre, vão dizer.

A melhor coisa a ser feita é consultar o manual de Ética e Ação em Caso de Pandemia, produzido em Maio de 2006 pela Organização Mundial de Saúde.

Se querem sobreviver, deixem deus de lado e usem a cabeça.

Ou esperem pelo jogral do Jornal Nacional dizendo que esta tudo sob controle. É só uma marolinha...

Em tempo: Senado, Câmara e Planalto possuem estoques emergênciais de Tamiflu. Seu posto de saúde tem?


Para saber mais (ou aquilo que os moleques da imprensa brasileira tem preguiça de procurar para informar você):

Terremotos e tempestades tropicais induzidas por eletromagnetismo e ondas gravitacionais

guerra geo-meteorológica

Oooops, chefe, errei a fórmula da vacina

O perigo do Tamiflu

Cientistas canadenses brilhantes fazendo merda em Janeiro de 2007

Mulheres e crianças....depois de mim, amigos!!! Relatório da Organização Mundial de Saúde sobre ação e ética em pandemias

Obama ganhou um presente de grego dos órgãos de segurança e espionagem dos EUA, duramente atacados pelas torturas durante o governo Bush

sábado, 11 de abril de 2009

Banho de Lua


Banho de Lua - Lia e Dora - Recreio, RJ 10/04/2009.
foto: Felipe B

Ontem, sob a luz da lua, acompanhamos, eu e Dani, as meninas em suas bikes, até a praia. Eu fui de skate, para aproveitar o asfalto liso da ciclovia. Nos esbaldamos na areia mesmo, curtindo a lua laranja subindo ao horizonte.

Os holofotes do calçadão testemunharam duas meninas sorrindo, felizes, transbordando em alegria.

Mergulharam com timidez, nas águas escuras e encapeladas. Rolaram em guerras de areia e esculturas frágeis ( - olha, pai, um peixe, fiz sem o molde!). Os cabelos, em cachos úmidos, guardando maresia e sonhos.

Hoje, quando fomos passear debike novamente, o trecho de areia em que estivemos fora coberto pela espuma de ondas belas e poderosas, de até 12 pés.

O retorno para casa foi alegre, energizado. E a noite de sono, embalada pelo sal ainda presente na pele morena de nossas doces meninas.

Ideias selvagens: entre jacarés, piranhas, crimes e comentários carolas.



(Rio, Recreio dos Bandeirantes) - Jacaré no Canal das Tachas, última parada antes da praia deliciosa que minha família curte unida. foto: Felipe B, Abril 2009


Vida entrando no eixos aqui no Rio, e entre mergulhos no mar, esquivando-me das matanças nas ruas da zona sul carioca e dos simpáticos e enormes jacarés nas ruas do meu bairro, agora tenho tempo para voltar aos posts e fazer algumas considerações.

Como devem ter percebido os leitores mais atentos, não faço réplicas aos comentários, tampouco apago as agressões e textos inconvenientes.

O motivo é que acredito ser aquele um espaço dos leitores, ávidos por refletirem sobre o que foi publicado.

Deixar os comentários livres para a leitura de todos também permite que tenhamos contato com a lucidez e livre pensamento de quem usa os meios digitais.

Ao mesmo tempo, constatamos que a livre circulação de idéias não impede que antigos dogmas e crenças sejam o esteio sócio-moral de um número imenso de pessoas, unidas e movidas pelo medo de mudar, de pensar diferente.

Os comentários mais agressivos foram propagados por dogmas e crenças religiosas, que, no Brasil, ganharam força de lei.

Nosso Estado (que deveria ser laico) foi erguido com base na conivência criminosa entre a mão de ferro e impiedosa da igreja católica e o poder político.

Lendo alguns comentários no post sobre o arcebispo de merda que queria destruir a vida e o futuro de uma garotinha de nove anos, vemos em 2009 gerações criadas sob o medo de deus (em caixa baixa, sempre, como notou uma leitora), culminando com o irracional culto à virgindade mariana.

Ela seria uma mulher deplorável ou Jesus (não, não é o da Madonna...é o outro, que parece o Romário, segundo estudos recentes) não seria um homem de valor se ela tivesse gozado muito e sacanamente - com José ou outras Marias - (ter mais de uma esposa era tradicional naquela região) durante a série de relações carnais, sob o céu estrelado (e sob os olhos de deus, vouyer, onipresente), animdas por música pagã e ânforas do excelente vinho local, levando a gloriosa esporrada que gerou o`Cara?

E pior do que o medo e o descarte da biologia da reprodução como algo divino, a cegueira em relação ao livre arbítrio, que gera comportamentos absurdos, tirando de nós a resposabilidade pelos nossos atos.

Gente obtusa, que vive acreditando que "só cristo salva" (maça+S também...), como um ingênuo leitor que, em seus doces comentários, acredita mesmo que balbuciar singelas orações em português diante de uma ameaça de morte violenta poderiam salvá-lo no último momento. Ou ajudar muito naquela prova de matemática para a qual não estudou.

Não temo deus. Tenho pena de gente que faz de algumas religiões, em particular as baseadas no cristianismo, uma bengala doutrinária, que prejudica milhões, que matou outros tantos milhões em nome de seu deus, que ignora a existência humana e geração de conhecimento antes do nascimento de Jesus.

Gente incapaz de entender a cultura judaica, o islã, as manifestaçõe espirituais africanas, polinésias e hindus. Gente que aceita santos cheios de nomes, roupas coloridas, realizações duvidosas, mas rejeita a beleza do animismo e das tradições espirituais matriarcais das culturas ditas pagãs, centralizadas em mulheres da antiguidade que não renegavam seus corpos, seu direto de gerar e manter a vida, de gozar e de comandar povos. Coisas que muitos incautos atribuem ao feminismo e a modernidade pós-industrial.

A igreja católica ajudou, sistematicamente, a apagar parte importante da história social, cultural e da intimidade da humanidade. Apoiou abertamente as principais iniciativas históricas de genocídio. Sim, matou gente em nome de deus.

Criou o papel da "mulher de segunda" na sociedade ocidental moderna.

É possível conceber uma existência na qual a voz da mulher seja de importância secundária? Vou deixar minhas filhas acreditarem em tal sandice? Quando minhas meninas perguntarem o motivo de não existirem mulheres ministrando missas e comandando o sacerdócio católico direi que o motivo é a violência do masculino sobre o feminino do cristianismo praticdo pela igreja (longe daquele que surgiu pelas palavras d`OCara).

Essa gente (?) agora quer atacar também a opção sexual das pessoas.

Justificaram a agressão aos negros e outros povos ao longo da história. Não tinhamos alma. Precisávamos de salvação divina.

Imagina, cultuavamos o sol? Bárbaros que eramos, navegavamos pelo mundo, sabendo ser a terra esférica. Mas não tinhamos alma e podíamos ser escravizados, em nome de deus.

Calaram-se diante da morte em massa de mulheres, crianças e homens judeus, 65 anos atrás. Históricamente, ontem. Hoje.

Calam-se hoje, 2009, aos massacres no Congo e Sudão. Choram pelas igrejas velhas que um fenômeno natural destruiu na Itália essa semana.

Agora, investem pesado naqueles que escolheram amar seus iguais. E aqueles que não conseguem pensar, repetem o preconceito aprendido na igreja, justificando-o como castigo de deus.

E pensar, que na época de meus antepassados, apenas não tinhamos direito a ter alma...

Tudo para não perder o poder, o enclave do Vaticano, a riqueza. A palavra do homem. A aniquilação do feminino.

Assim, eu, abertamente, critico o catolicismo, formalizado de forma cruel pela igreja católica no Brasil.

Os coloco no patamar mais podre de nossa composição social, pois colabora de forma inexorável para um país como o nosso continuar gerando favelas, pobreza, fome, população de rua, burrice, analfabetismo e toda sorte de mazelas que tornam a maior parte da população incapaz de gerar cultura, de pensar por conta própria, de refletir sobre o que lê (quando lê) e sobre o que lhe foi ensinado ao longo da vida. Não. Não podem pensar, imaginar, construir teses e idéias. Antes de tudo, precisam respeitar deus. Fala sério, não é?

Deixa esse povo ficar curtindo supostas noticias de 20 segundos sobre acontecimentos do mundo, do cotidiano, recitadas em forma de jogral por um carismático casal de apresentadores. Boa noite.

A força das palavras dos homens de batina é tanta, que até ícones da cultura popular de massas (que poderia ser rebelde, iconoclasta, iluminadora) como MVBill e o grupo paulistano Racionais, ambos capazes de criar uma revolução sem precedentes em suas comunidades, colocam tudo a perder quando citam deus e jesus em suas músicas, colocando-os acima de tudo (como ensinado pelo medo de seus pais) e mantendo os seus presos ao universo da favela, da pobreza, do gueto.

Como pode um homem negro, hoje, aceitar ser batizado na igreja católica? Lavagem cerebral. O mesmo deus que apoiou e financiou o comércio de escravos, tortura, matança, estupros de nativos negros da Africa.

Que nossos jovens da periferia não esqueçam que aquele deus humilha e manda matar em nome dele. E que esse viés jamais é ensinado nas aulas de catecismo, nas paróquias e pastorais espalhadas pelo mundo.

É dessa forma que encaro aqueles hipócritas que proferem ameaças nos comentários de um blog.

São burros demais para merecerem respostas.

De volta a programação normal.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Farra na varanda


ao que leva a criatividade infantil.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

De volta. De novo. No Rio.


Agora no Rio.

Viemos morar no Recreio dos Bandeirantes. Tirando a praia, os jacarés enormes do Canal das Tachas (no caminho para a praia, no domingo, encontramos 3 juntos, ao sol), os caramujos africanos, e o pastel de feira ruim, é quase igual a São Paulo. Talvez seja o único lugar do Rio com padarias decentes, onde é possível encontrar um bom espresso e pães variados (até aquele pão do Outback tem, diariamente).

Vida nova, enfim.

E eu estou de novo com vocês. Fiquem sintonizados!

terça-feira, 10 de março de 2009

Cidade Maravilhosa


mãe e filha na varanda do mundo, Rua das Laranjeiras - RJ. 10/3/2009 - 00:42 de uma madrugada quente
Olympus E-420 with Zuiko Digital 14-42mm lens at 25.0mm
ISO 400 f/7.1 shutter 2.5sec
foto: FELIPE B | FOTOGRAFIA

estamos deixando são paulo, após cinco anos.

acabei de conseguir um apartamento, no Rio de Janeiro, para morar com minha família.

na cara da melhor praia da cidade, 150 metros quadrados, varanda enorme, no bairro besta onde vivem os jovens atores globais.

yes, we can.

e elas, podem?

quinta-feira, 5 de março de 2009

24 anos fazendo merda em nome de deus

O arcebispo de Olinda e Recife José Cardoso Sobrinho é um merda.

Um merda.

Poderia até respeitar esse senhor, como um ser humano, mas não o farei.

É um merda. Burro. Nocivo aos brasileiros. Precisa ser contido, antes que seja tarde demais.

Se a nossa imprensa (a qual anda incapaz de compilar registros para o simples ato de informar e dar material para que os leitores reflitam) fizesse um levantamento sobre a vida desse facinora, desse criminoso, mostrariam para a população que esse palhaço já andou respondendo processos por suas injúrias e difamações.

Não pode ser levado a sério.

Ele já está acostumado a falar merda para prejudicar pessoas.

Você não vai encontrar isso nas matérias de jornal e TV essa semana. Uma pena.

Desde que substituiu Don Hélder Câmara (esse, um grande homem, de verdade que devotou sua vida pela liberade de expressão, em plena ditadura militar), como o arcebispo de Olinda e Recife, em 1985, esse bosta expulsou 20 padres progressistas, fechou o seminário Regional e o Instituto de Teologia e ainda acusou uma mulher de adultério (????).

E isso lá é atribuição de arcebispo?


O senhor José Cardoso Sobrinho completa em 2009 a louvável carreira de 24 anos fazendo merda em nome de deus.


É um santo, esse merda desse arcebispo.

Pessoas assim (e suas idéias) precisam ficar longe de minhas filhas, assim como suas doutrinas falaciosas.

Uma menina de 9 anos foi estrupada, seguidamente, pelo padastro. Engravidou. Eram gêmeos.

Frágil.

Franzina.

Fisicamente incapaz de fazer um expulsivo seguro.

Incapaz de entender a agressão recebida. Do padastro e do Arcebispo.

E mesmo que fosse, não é preciso ser muito inteligente para entender que meninas de 9 anos não devem ser mães.

Não devem dar a luz.

Não podem ter suas infâncias ceifadas em nome da "lei de deus". deus é o caralho!

Mas o senhor José Cardoso Sobrinho, um merda, usou seu suposto poder junto aos tacanhos seguidores da doutrina católica para agredir publicamente aqueles que decidiram salvar a vida da menina. Os médicos interromperam a gravidez.

Um direito de qualquer mulher. Básico.

Mas o patético e lamentável senhor José Cardoso Sobrinho acredita que a lei de deus está acima de lei humana.

Lei de deus?

Esse palhaço mora na ilha da fantasia?

Se ele caminhasse pelas ruas do próprio estado onde reside veria como a "lei de deus" trata os humanos.

Teria a coragem e hombriedade de trazer à tona o número de meninas, com menos de 10 anos de idade, que são diariamente violentadas, abusadas dentro de casa, na escola, nas ruas.

Mas o idiota acha que pode usar a "lei de deus" (que nojo) para agredir profissionais da saúde que trabalham sério e com a corda no pescoço para salvar a vida HUMANA. Para salvar uma criança. Como as minhas filhas. Como a sua.

Prefere ficar tomando vinho, contando história da carochinha sobre um nascimento numa manjedoura a partir de uma mãe virgem, vestindo-se com tecidos caros e masturbando-se para imagens banhadas a ouro.

Cade a porra do papa para dar um esporro púbico nesse boçal?

É mais fácil ficar no hype do outro que não acredita no holocausto?

Esse arcebispo queria condenar à morte uma menina de 9 anos de idade. Se fosse homem, pediria desculpas públicas aos médicos, à família e à menina.

Mas nao vai. Vai defender a lei de deus.

A mesma lei de deus que achava normal escravizar meus antepassados.

Gostaria que o suposto deus do senhor José Cardoso Sobrinho lhe desse um forte puxão de orelha.

Ou melhor: que o submetesse ao mesmo tratamento que a menina sofreu de seu padastro.

Sob supervisão de Jack Bauer, para não dar chance ao acaso.

Se bem que o senhor José Cardoso Sobrinho já deve estar acostumado.

Afinal, a instituição que ele tanto defende possui secular experiência na violação do corpo alheio em nome de deus.

terça-feira, 3 de março de 2009

Pintando o...1307


baixou o santopintor.

tinta na parede e no cabelo da Lia, depois de uma tarde lixando e pintando o apartamento.

Falta um dia ainda, para ficar tudo no esquema.

Amanhã vem a turma que lava os tapetes e o sofá, e promete remover rtodos os vestigios de suco, uvas, passas, comidinhas
e tudo mais que minhas filhas e o vizinho perdem entre as fendas do sofá.

a casa vai ficar aconchegante e fresquinha.

a parte boa é poder chamar os amigos para um bom filme, curtiir um espumante e bater papo sem medo de que todos achem a casa horrível.

da trabalho, mas vale a pena. muito.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Relato de Parto em Casa (publicado originalmente em setembro de 2006)

Volto a postar o relato de parto da Dora, pois tive problemas com o blogger e perdi muitos textos.

Fabi, essa é pra dar força para vocês, na chegada da Laura.

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"Só para lembrar: não existe criança grande demais que não permita parto normal. Parto normal não é causador de problemas para mãe nem para o bebê.
O mesmo vale para a cruel episiotomia. Médicos (as) cortam mulheres para facilitar o próprio trabalho e não para beneficiar mãe e bebê.

Evidentemente, existem situações extremas na qual o parto forçado (cesárea) é útil, mas não faz sentido caso o bebê tenha sido monitorado ao longo de toda a gravidez e tiver apresentado boa saúde.

Curiosamente, a maior parte dos médicos que sugerem o procedimento apontam para as mães supostos problemas de última hora. Até alegar o que o bebê tem unhas grandes ou está bebendo xixi na bolsa é dito as mães, como se isso não fosse algo normal. Tem também a máfia da "bolsa rompida". Gente, o bebê e a mãe podem ficar até 12 horas em trabalho de parto após o rompimento da bolsa, sem risco nenhum.


Com nossa primeira filha fomos ingênuos e acreditamos que mesmo com uma equipe de cirurgião plástico e anestesista a postos, o médico faria uma parto normal. Fomos enganados. Assisti ao parto, por exigência da Dani e cortei o cordão umbilical. Sacanamente, o médico me disse a mentira mais comum nessa hora "Viu, o cordão estava enrolado no pescoço". Minutos depois do parto, me chamou num canto e pediu os acertos para os auxiliares. O dele poderíamos acertar depois. Um pai nessa hora, emocionado e louco para ficar perto da mulher e do filho faz qualquer coisa. E os médicos sabem disso. Triste. Muito triste.

Em janeiro de 2006, o nascimento da Dora, nossa segunda filha, foi em casa, em paz, sem luzes feéricas ou o clima artificial de hotel cinco estrelas da Maternidade Perinatal, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde nasceu nossa filha mais velha.

É uma pena que a medicalização do parto tenha resultado numa certa inversão de valores.

Os planos de saúde reembolsam R$ 400 por parto para os médicos, não importando se é cesárea ou normal.

Vocês acham que os médicos vão escolher o quê?

Ficar horas (a maioria nem leva tanto tempo) esperando o expulsivo ou marcar hora para poder triplicar seus rendimentos por dia (um obstetra faz em média três cesáreas com hora marcada por dia).

Assim, a maioria da cesáreas ocorre em pacientes de classe média alta, nos planos superiores dos seguros de saúde. Justamente aqueles que pagam as internações em maternidades luxuosas...

Mas com o tempo e mais informação disponível, os pais poderão questionar mais os médicos durante o pré-natal, inclusive pedindo os prontuários de acompanhamento médico que justifiquem uma cesárea.

Nós decidimos que o nascimento de Dora seria em casa. No finalzinho da gravidez começamos a freqüentar o GAMA, um grupo de mulheres e mães, algumas profissionais da área da saúde, dedicadas a ensinar a mulher a resgatar o próprio corpo. Um trabalho belíssimo que merece todo o apoio que for possível dar. Nos encontros, outras mães e pais relatavam suas experiências com partos humanizados. Bonito de ouvir e bacana ver as pessoas se ajudando numa cidade gigante como São Paulo. Uma das questões que afligiam os casais era o fato dos planos de saúde não bancarem partos domiciliares. Para estes casos, a melhor opção é fazer uma poupança, assegurando os valores para cobrir os custos.

O médico escolhido por Dani providenciou toda a informação para que pudéssemos nos preparar para a chegada do bebê em casa. Detalhou o procedimento, indicou os exercícios e nos explicou a importância do plano de parto.

Barriga crescendo, os meses passando e muita gente surpresa ao descobrir nossa escolha. As pessoas imaginam um parto em casa como as cenas do antigo seriado Daniel Boone, com tinas de água fumegante, e tocos de madeira para morder (se bem que estes são substituídos pelos pobres braços da doulas na hora da dor).

Para quem não sabe, o parto domiciliar é feito com acompanhamento do obstetra, que trás os equipamentos necessários em caso de emergência. Também é feito um plano de parto, para que possa ser feita uma remoção para um hospital em caso extremo de risco de morte para o bebê e parturiente (o que é raríssimo).

O procedimento em algumas ocasiões é realizado por parteiras. Infelizmente cada vez menos mulheres abraçam essa ocupação tão bonita, que já ajudou a vir ao mundo tanta gente bacana.

É bom ter uma doula para o acompanhamento das necessidades da parturiente. Ajuda pra caramba, das massagens ao chazinho na hora difícil. Encoraja e ampara, num estilo "Lojas Marisa" (de mulher, pra mulher...Marisa, lembram?) deixando os maridos plenos para prover suporte emocional. Gosto de lembrar que doulas não fazem intervenções médicas, mas se um "bebê quiabo" chegar, daqueles que saem sem dor, elas podem segurar.

Em casa basta ter um espaço tranqüilo, arejado, asseado e repleto de amor.


Os futuros pais ficariam assustadas com os índices de infecção hospitalar nas maternidades. Nem mesmo as conceituadas escapam. Falarei sobre isso em outra ocasião. Em casa não existe risco de infecção hospitalar.

Iniciado o trabalho de parto, estar em casa faz com que a mulher fique mais tranqüila, pois não é preciso alterar a rotina e você estará no ambiente que mais gosta, que ajudou a criar. Para não assustar os amados pais com nossa decisão, Dani manteve segredo e importou uma tia do Rio. Sua presença ajudou a trazer tranqüilidade nas horas difíceis. E foram muitas, longas e exaustivas. Repletas de dor.

A vibe de estar entre os queridos também é boa demais. No hospital são tantos partos por dia que é impossível existir uma completa entrega das pessoas que trabalham ali. Tudo é pasteurizado e automático. A competência existe, mas falta carinho e atenção.

Em tempo: nada de toalhas quentes, como assistimos nos filmes. Precisa é de chuveiro bom, pois as dores são fortes pra cacete e não dá para a mulher não gritar. Ah, é bom avisar os vizinhos, se for morar em prédio. Nós esquecemos de avisar, daí já imaginou as especulações sobre a gritaria intermitente madrugada adentro...

Voltando: na madrugada do dia 14 para o dia 15, a bolsa estourou. Bebê mesmo, somente as cinco da manhã do dia 16 de fevereiro de 2006. Na manhã do dia 15 fomos a um hospital fazer a última cardiotoco (mede os batimentos do bebê e atesta que está tudo tranquilo, mesmo com a bolsa rompida), e as enfermeiras não acreditando que o parto seria em casa, desdenhavam, dizendo que Dani deveria ficar internada. Só uma das enfermeiras, uma simpática chilena fã de nosso médico, entendeu a beleza daquele momento.

O expulsivo é rápido e emocionante, mas esteticamente pode assustar alguns. Minha filha, na época com quatro anos, acordou as 4:00 da manhã para assistir tudo. Curtiu pra caramba. Parecia que ela tinha acabado de nascer também, pois estava peladinha, segurando o relógio para marcar a hora do nascimento da irmã.

A futura mãe usa um banquinho para ajudar na expulsão, ficando apoiada de cócoras. Muito mais fácil para sair o bebê. Dani não quis ver a cabecinha saindo. Eu vi.

No hospital te obrigam a ficar deitada, mesmo com muita dor. Nos momentos finais do parto, dificilmente um hospital ou maternidade deixa as pessoas mais queridas ficarem próximas. Algumas maternidades já possuem salas de parto, pagas a parte, onde é possível fazer procedimentos semelhantes.

Em casa outros recursos, como caminhar abraçado em movimentos de quadril ou usar a bola suíça ajudam pra caramba e tirando as contrações, podem ajudar a descontrair.

Rola muito sangue, por isso usamos lençóis descartáveis e é bom forrar o colchão com algo impermeável. Na correria, quando a bolsa estourou eu forrei a cama toda com o conteúdo do primeiro pacote que encontrei. Eram fraldas para o bebê.

Não precisa aspirar nada. O próprio aperto do expulsivo prepara os pulmõeszinhos para receber as primeiras doses ar atmosférico da vida do bebê e tira o muco que veio da vida uterina. É tudo automático e programado em nosso código genético. Quanto menos interferência, melhor.

Após o nascimento (e depois do mais uma vez eu cortar o cordão umbilical) o bebê foi logo para a mãe. Começa a mamar e fica ali, sujinho, bem ao lado dela. Amamentar é importante pois contrai o útero, facilitando a saída da placenta, que é removida completamente com ajuda do médico. Ele guarda o material para análise de laboratório.

Só te digo que chorei pra caramba, é emocionante demais. É ver a vida chegar num ambiente de paz, sem a mercantilização do nascimento. O choro, a respiração...Nossa, nem sei contar, só vendo.

Dani ficou bem fraca com a perda de sangue e o esforço, chegou a virar o olho. Me assustei, liguei para o médico e a doula, mas fui tranquilizado. No dia seguinte ela estava nova.

Se quiser, pode chamar um pediatra, mas não é necessário. Ele pode ver o bebê no dia seguinte.
É bom para quem é iniciante, pois é a hora de aprender a limpar o bebê, e entender as primeiras reações.

O médico deixará com você uma guia para ser preenchida e levada ao cartório atestando que o bebê nasceu de parto domiciliar assistido. Tive dificuldades para registrar, pois a indústria da medicalização do parto atrapalhou até nisso. No momento mais bonito da sua vida, suspeitam que você seqüestrou o recém-nascido. Tive que brigar. Nas maternidades montam até filiais de cartórios para registro.

Pesando tudo, planejar um parto domiciliar é fantástico. Uma família unida em torno de uma idéia, de um direito de minha mulher. A pequena Dora está uma bagunceira saudável, como vocês acompanham no blog e eu sou um cara realizado por ter ajudado minha mulher a vencer a barreira fictícia da impossibilidade do parto normal.

O importante é deixar registrado que mesmo uma mulher que tenha feito uma cesárea pode tentar o parto natural numa segunda gestação.


Quem faz o parto não é o médico. É a mulher. O parto é dela e todas as suas sensações e pedidos devem ser respeitados nessa hora. O hospital roubou da mulher o
direito a ter controle e decisões sobre o final da sua gestação. Daí hoje sabermos (ou sentirmos) tão pouco o que acontece dentro das nossas amadas.

Sei que faltou alguma coisa, não consigo lembrar de tudo. Assim, me autorizo a alterar este post se lembrar de mais detalhes."

Bons ouvidos

Bom gosto musical vem de berço: minha irmã agora no Gtalk, ouvindo The Kinks.

MInhas filhas tem curtido Ramones, Rancid e momentos de música clássica. E o amigo favorito da minha filha mais velha é louco por violino e piano. Boa parte da manhã de sábado é dedicada por ele a lapidação desse bom gosto.

Lia chegou a estudar violão na escola, mas deu uma parada. Quem sabe o fenômeno Mallu Magalhães não venha a inspirá-la...

Mas torço para ela ser menos pretensiosa e cantar melhor.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O retorno


Lia está com quase oito anos. Dora cruzou a barreira dos três. Inteligentes, questionadoras e sensíveis.

Imagine essa dupla sem escola, quase no final de fevereiro. Loucura em casa.

É que estamos voltando para o Rio de Janeiro. E, antes de sabermos exatamente o novo endereço, nada de selecionar o estabelecimento que vai receber nosssas meninas.

Dessa vez, para evitar os tropeços financeiros dos outros anos, vamos tentar pagar seis meses antecipados, caso as duas venham a estudar em escolas particulares.

Tenho me tornado favorável ao ensino público. O principal motivo é a carência de qualidade pedagógica em muitas escolas particulares, com currículos defasados e pasteurizados.

Virou moda "comprar" conteúdo programático de grandes grupos educacionais, quase como uma franquia.

O professor, munido de material padrão, obviamente fica menos estimulado a desafiar o processo cognitivo da molecada e acabam colaborando para formar uma geração de robôs voltados para o vestibular.

Outro incomodo frequente nas escolas particulares é a febre de consumo da classe média, personificada nos bens de consumos portados pelos pequenos.

Celular, MP3, video-game portátil, câmeras digitais. Não sou cotra nada disso. Mas o jogo do "eu tenho, você não tem" está cada vez mais precoce.

Na escola pública o próprio perfil sócio-cultural de alunos e pais se encarrega de corrigir certas distorções consumistas.

Efeito colaterais? Apenas a exarcebação do medo que temos do outro, do diferente, do supostamente pobre e sem formação intelectual-cultural.

É claro que não vou colocar minhas filhas em uma escola pública sem condições adequadas. Instalações, professores e alunos devem ser avaliados. Mas não demonizados.

E cá entre nós, sexo precoce, violência, funk e axé são coisas que nossas filhas enfrentam mesmo estudando em tradicionais escolas de elite.

E como...

Vamos lembrar que aqueles que criam pérolas como o big brother e outros produtos dessa natureza foram formados nas melhores escolas particulares do Brasil...

Veremos como o Rio de Janeiro vai nos receber...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

2009?

mudou alguma coisa?

os mesmos acidentes aéreos. a mesma violência contra mulheres. o mesmo nível abissal dos profissionais da grande imprensa.

o mesmo culto ao presidente pop star americano, o qual acaba de pedir mais U$200 milhões para ampliar a guerra no afeganistão.

o mesmo silêncio coletivo em relação ao que realmente importa.

sendo assim, o que devo conversar com minhas filhas?

decidi que elas precisam aprender como evitar virar "povo-gado", que não consegue ter consciência crítica.

cedo?

não. cidadania e ética precisam ser tão corriqueiras como beber água.

é, tenho trabalho duro pela frente.